Matheus Ribeiro desabafa e fala de dificuldades para se assumir gay

Matheus Ribeiro falou das dificuldades para se assumir homossexual sendo âncora de telejornais (foto: Reprodução)
Matheus Ribeiro falou das dificuldades para se assumir homossexual sendo âncora de telejornais (foto: Reprodução)
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Matheus Ribeiro publicou um desabafo no dia do orgulho LGBTQIA+. O jornalista contou alguns detalhes de sua história e afirmou que em algum momento de sua carreira, sofreu com uma angústia por não ter exemplos na televisão. “Há alguns anos, quando comecei a trabalhar em TV e já tinha a consciência de que não cabia na caixinha da heterossexualidade, sofri com uma angústia terrível”, começou o apresentador do DF Record.

“Eu me via numa encruzilhada, destinado a escolher entre construir uma carreira de sucesso ou ter a plena liberdade de ser quem eu sou. Eram coisas excludentes naquele momento. Eu olhava minhas referências, os grandes âncoras e apresentadores, e não via ninguém abertamente gay ou bi; via colegas de redação com história e competência inquestionáveis, mas que adotaram uma postura ‘discreta’ sobre a vida pessoal em nome de suas funções”, contou.

O primeiro jornalista assumidamente gay a sentar na bancada do Jornal Nacional, da Globo, revelou uma frase que ficou marcada em sua história. “‘A gente veio ao mundo para quebrar paradigmas’, ouvi certa vez. E isso ficou tatuado na minha memória. Eu, que sempre busquei ser o mesmo na TV ou fora do ar, não poderia sucumbir diante de algo tão genuíno e necessário como o amor e as mais variadas formas de vivê-lo”, declarou Matheus Ribeiro.

“E foi assim, num momento muito importante da minha carreira, quando tentaram me constranger por causa da minha sexualidade, é que desatei o nó que havia na garganta e provei, pela primeira vez, do orgulho de ser quem eu sou. Passado algum tempo, já reconheço a importância disso na minha vida, mas ainda fico surpreso a cada mensagem de alguém que se sentiu inspirado pela história que vivi”, disse.

O âncora da Record afirmou que ainda existe medo, mas que ele não se limita. “Enquanto ainda precisamos noticiar o ‘apresentador gay’, a ‘cantora trans’, a ‘CEO lésbica’, é porque estamos longe de um mundo livre de preconceitos. É porque ainda somos tratados como exceção. Então, vamos gritar para todo mundo ouvir!”, declarou.

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