Jornalista da Record diz ter sido curado da Covid-19 pela Igreja Universal

Matheus Furlan deu depoimento para programa religioso da Record (foto: Reprodução/Record)
Matheus Furlan deu depoimento para programa religioso da Record (foto: Reprodução/Record)
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

Apresentador substituto de telejornais da Record em São Paulo, Matheus Furlan diz ter conseguido a cura da doença após a sua esposa ter frequentado cultos do Templo de Salomão pedindo pela sua melhora. De acordo com o âncora das edições de sábado do Cidade Alerta, ele teria morrido se a sua companheira não tivesse ido até a Igreja Universal pedir pela sua cura. “Se a minha esposa não tivesse feito isso, eu não estaria aqui. Então, eu vou dizer para você que está assistindo: se o seu familiar está acamado e não pode vir no Templo, você tem que vir por ele”, afirmou.

O depoimento do jornalista foi durante uma das reuniões da Corrente dos 70, que deu origem a um programa de TV com o mesmo nome, retransmitido semanalmente pela Record de São Paulo no bloco de programação religiosa das madrugadas. Nas redes sociais, lideranças da organização tem compartilhado o vídeo em que o apresentador surge esbaforido, no altar do Templo de Salomão, conversando com um bispo. Durante a conversa, o âncora é incentivado pelo religioso a dizer que é funcionário da rede de Edir Macedo. “Eu sou repórter da Record, apresento os programas nas folgas do [Reinaldo] Gottino e do [Luiz] Bacci, apresento o Cidade Alerta e o Balanço Geral”, revela ele.

A esposa de Matheus Furlan, que também trabalha na Record, é de fato frequentadora assídua dos cultos da Igreja Universal. O jornalista ficou 21 dias internado no Hospital Moriah, mantido por Edir Macedo no bairro nobre de Moema, localizado na zona Sul de São Paulo. Foi lá, por exemplo, que o apresentador Marcelo Rezende (1951-2017) passou os seus últimos dias de vida. O local também é palco para a série O Hospital, exibida nas noites de sexta pela emissora. Apesar disso, o centro clínico não foi citado pelo jornalista em nenhum momento de seu depoimento.

Nas redes sociais, Furlan agradeceu aos profissionais do Hospital Moriah e chegou a posar para fotos com a equipe médica responsável por seu tratamento. “O meu sincero agradecimento aos profissionais da saúde que salvam vidas, todos os dias”, afirmou ele. Porém, o discurso dele foi completamente diferente no palco do Templo de Salomão. Os médicos só foram citados pelo apresentador em um breve momento, quando ele afirma que “nem os médicos acreditavam” que ele conseguiria ser curado.

A seguir, leia o depoimento do apresentador do Cidade Alerta:

Oi, bispo, boa noite. Meu nome é Matheus Furlan, eu estava no hospital intubado, seis dias por conta de complicações da Covid. Foram 21 dias de internação. Eu não podia estar aqui, quem veio fazer a corrente de oração foi a minha esposa. Graças a Deus eu estou aqui para agradecer o milagre da cura, porque a chance de sobrevivência, de acordo com o diagnóstico médico, era de 5% apenas.

Mas a minha esposa não desistiu. Ela veio pro altar, participou da corrente de oração, e é um milagre. Eu estou aqui para agradecer ao nosso poderoso Deus por tudo que ele fez por mim. Eu sou repórter da Record, apresento os programas nas folgas do Gottino e do Bacci, apresento o Cidade Alerta e o Balanço Geral.

Acabei sendo acometido por essa doença e ela complicou do dia pra noite. Ficou muito grave. A minha esposa foi os meus olhos enquanto eu dormia e foi a minha voz em oração, porque eu não podia falar. Foram seis dias intubado. Ela pediu para Deus: ‘você construiu o mundo em seis dias, no sétimo descansou. Eu quero descansar, o meu marido precisa ficar bem’.

Foi quando eu consegui, milagrosamente. Nem os médicos acreditavam. Eu abri os olhos e fiz questão de hoje estar aqui, em corrente de oração, para as pessoas que continuam internadas na UTI recebam o milagre, em nome do senhor Jesus, eu creio.

Bispo, se a minha esposa não tivesse feito isso, eu não estaria aqui. O preço do milagre é a fé. Mas como que eu iria usar a minha fé se eu estava intubado, desacordado em uma UTI? Então ela foi a minha voz no meu altar, os meus olhos no altar. Então, eu vou dizer para você que está assistindo: se o seu familiar está acamado e não pode vir no Templo, você tem que vir por ele.

Não importa o tamanho da doença, não importa o que for. Para o nosso Deus, para o nosso senhor Jesus, nada é impossível. Eu estou aqui hoje para agradecer esse milagre. Como eu disse, e vou repetir, foi a minha esposa que veio aqui no altar participar dessa corrente de oração, porque eu não podia.

Hoje eu estou agradecendo e orando por quem ainda está na UTI. Para o milagre acontecer, a fé precisa existir. Deus abençoe, bispo. Deus abençoe todos vocês.

Leia mais