Manicure acusada de sequestrar Silvio Santos lançará livro sobre o crime

Silvio Santos e Patricia Abravanel foram sequestrados em 2001 (foto: Reprodução)
Silvio Santos e Patricia Abravanel foram sequestrados em 2001 (foto: Reprodução)
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Após os 20 anos do sequestro de Patricia Abravanel e, depois, de Silvio Santos, a história ganha mais um capítulo. Josiene Santos Batista, que foi apontada como suspeita de integrar o grupo que organizou o crime, irá lançar o livro “Silvio Santos na mira do meu 38” em que conta os detalhes do momento em que sua vida se viu de ponta cabeça.

Em entrevista ao jornal Extra, a manicure contou que lançará a obra indicando que na época trabalhava na lanchonete de uma escola e viu sua vida virar de cabeça para baixo após Fernando Dutra Pinto, mentor do sequestro da família Abravanel, ter sido pego com uma arma que estava em seu nome. “Quando eu vi a minha arma e a minha cara na televisão sendo procurada, senti um negócio nas pernas, meu sangue desceu. Pensei: ‘estou ferrada'”, relatou.

Após cometer um delito e fugir de um presídio, Josiene Santos Batista estava tentando recomeçar a sua vida anonimamente e sem a polícia na sua caça. “Em 1995, eu fui presa após um assalto. E minha arma foi apreendida pela polícia e ficou na 25ª DP. Depois, fui para o presídio e consegui fugir ao serrar uma grade. Sumi, né? Estava foragida, fui morar em outro bairro onde ninguém me conhecia e refiz a vida, ainda que meio escondida”, afirmou.

Segundo o relato da manicure, o revólver encontrado com Fernando Dutra Pinto havia sido pego pelo sequestrador após uma troca de tiros com um policial que trabalhava na delegacia na qual ela foi presa. “O revólver estava com um dos policiais que trabalhou na delegacia na época que me pegaram e quando ele foi baleado o Fernando pegou o revólver e levou com ele. Eu achava que uma arma ou era destruída ou sei lá, ia para alguém, tirava do nome da pessoa, mas estava com esse policial aí”, declarou.

A manicure precisou da ajuda de um amigo jornalista de sua mãe para conseguir provar a inocência no caso que deixou Silvio Santos na mira de uma arma por horas. “Ninguém me procurou, mas a minha vida virou um inferno desde o dia que botaram minha cara na televisão. Passei quase 20 anos escondida, com medo de me matarem, sei lá. Meus vizinhos, que nem me conheciam, davam entrevista dizendo que eu era uma bandida. Eu errei lá atrás, eu sei. Coisa de jovem que segue o caminho errado, mas eu nunca fiz mal a ninguém. Hoje me redimi, faço meu trabalho de doméstica e manicure e já tenho um RG depois de 26 anos”, revelou.

A decisão de lançar um livro veio para contar algumas coincidências de sua vida. “Sabia que eu quando era criança era louca pelo Silvio Santos? Eu ia nas excursões da escola a todos os Domingo no Parque que ele apresentava. Eu devia ter uns 11 anos e fiquei bem pertinho do Silvio. Tantos anos depois acontece isso. Só pode ser o destino”, concluiu.

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