Silvia Poppovic achou que sua carreira morreria após demissão da Band

Silvia Poppovic foi demitida da Band durante a crise sanitária (foto: Reprodução)
Silvia Poppovic foi demitida da Band durante a crise sanitária (foto: Reprodução)
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Silvia Poppovic concedeu uma entrevista para a coach Ana Raia nas redes sociais e falou sobre diversos pilares da sua vida aos 66 anos. A apresentadora, que estreou na TV em 1975 como repórter do Jornal Hoje, na Globo, relembrou como foi difícil a pausa forçada durante a crise sanitária. “A mais recente foi a de não morrer profissionalmente. Quando chegou a crise sanitária, eu e muitos profissionais da TV aberta fomos afastados”, relembrou.

“Acostumada que sou por anos com a infraestrutura da televisão, caboman, figurinistas, maquiadores, câmeras, tive que apresentar do sofá de casa com um telefoninho na minha frente. Isso acabou não indo para frente e o programa acabou. Não deu certo”, relembrou a jornalista, se referindo a sua demissão do matinal Aqui na Band.

Com passagens pela Record, SBT, Band, Cultura e Gazeta, Silvia Poppovic trabalha há mais de 40 anos à frente das câmeras e com experiências diversas. “Sou comunicadora e queria continuar me comunicando. É um chamado de dentro. Eu me vi precisando saber o que eu ia ser? Blogueira e influenciadora? Eu odeio esses nomes. Há 40 anos eu me comunico e como vou ficar nisso? Descobri que o mundo digital tem muitas possibilidades e decidi mergulhar de cabeça. Decidi falar de assuntos que gosto”, declarou.

Com mais de 300 mil seguidores nas redes sociais, a jornalista mostra detalhes do seu dia. “Comecei a abrir armário, mostrar a louça, como é possível arrumar uma mesa… Trouxe um repertório que é meu. Sobrevivo profissionalmente nas redes sociais, mas não fico deitada na cama fazendo foto de camisola. Tive uma necessidade grande de me redescobrir. Quando a gente vive uma sensação de frustração, pode vir uma melancolia. A melancolia pode nos paralisar”, contou.

Fora da TV há quase um ano, a apresentadora pontuou sobre o papel da mulher mais experiente na sociedade. “Há aquele discurso de que uma mulher 50+ não dá mais. Dizem que ela é invisível, que não é mais atraente, que não pode mais assumir determinadas funções, nem usar determinadas roupas, nem que tem mais a mesma garra ou energia. Tudo isso são estereótipos e você pode acabar se aprisionando. Tenho tido muita insônia. E aproveito esse período para fazer consultas internas, reflito sobre escolhas que fiz”, disse.

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