Terça Livre é banido do YouTube por violar “termos de serviço” da plataforma

Canais do Terça Livre foram banidos do YouTube; Allan dos Santos é o criador do site (foto: Reprodução)
Canais do Terça Livre foram banidos do YouTube; Allan dos Santos é o criador do site (foto: Reprodução)
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O YouTube excluiu no final da noite desta quarta-feira (3) os dois canais pertencentes ao Terça Livre, que se autointitula “a maior empresa de mídia conservadora do hemisfério do Sul”. De acordo com a plataforma do Google, as páginas violaram os termos de serviço da rede social — no final de janeiro, o canal principal de Allan dos Santos, com mais de um milhão de inscritos, foi proibido de fazer transmissões ao vivo por publicar conteúdo “relacionado a organizações criminosas”.

Desde o último dia 27, Santos e os seus funcionários passaram a utilizar uma página alternativa, que cresceu rapidamente e alcançou mais cem mil inscritos nos poucos dias em que esteve no ar. Com a exclusão dos dois perfis, eles ficam impedidos de retornar ao YouTube e terão que achar uma nova plataforma para hospedar seus vídeos.

O Terça Livre é assumidamente apoiador do governo de Jair Bolsonaro e tem um currículo extenso de polêmicas desde que entrou no ar. O site já foi acusado de disseminar informações falsas sobre a pandemia do coronavírus; de cometer assédio direcionado contra personalidades da esquerda; dentre outros.

Allan dos Santos, fundador do canal conservador, também coleciona uma série de polêmicas para si. Ele é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, virou personagem de duas operações da Polícia Federal, foi suspenso do Twitter por disseminar discurso de ódio e, não raramente, é cancelado até pelos apoiadores de Bolsonaro, por criticar os filhos do presidente com certa frequência.

O banimento do Terça Livre do YouTube acontece em meio a uma intensa campanha do Sleeping Giants Brasil contra a monetização dos conteúdos do canal. A página, que se apresenta como “um movimento de consumidores contra o financiamento do discurso do ódio e das fake news”, vinha pedindo para que as redes sociais tomassem providências e faziam apelos para que empresas deixassem de vincular suas marcas com os conteúdos veiculados pelo site.

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