Sarah Jessica Parker comentou sobre os riscos da inteligência artificial no entretenimento e a importância da liberdade de leitura em entrevista à editora-chefe da Reuters, Alessandra Galloni. A atriz de And Just Like That… disse estar “aterrorizada” com o avanço da IA e refletiu sobre o impacto da tecnologia na atuação. “Eu não tenho certeza ainda se a IA será capaz de replicar esse tipo de nervo ao vivo”, afirmou.
A atriz declarou que o público ainda valoriza a espontaneidade dos artistas reais e demonstrou preocupação com a substituição de intérpretes por figuras sintéticas. “Eu acho que é uma preocupação real. Quando é que nós desaparecemos?”, questionou. Ela se descreveu como pouco familiarizada com o tema, mas reforçou o receio: “Isso me aterroriza”.
Durante a conversa, Sarah Jessica Parker disse que nunca se envolveu com reações críticas a Sex and the City ou à série derivada And Just Like That…. “Eu não leio críticas”, afirmou. Ela acredita que o incômodo gerado por ambas as produções estão ligados à forma como retratam mulheres. “As mulheres não estavam falando daquela maneira, se comportando daquela maneira, sendo íntimas daquela maneira”, disse.
A atriz também rebateu críticas ao retorno das personagens mais velhas no revival. “Houve nova resistência de telespectadores que não queriam mulheres de uma certa idade na televisão”, avaliou. Apesar disso, destacou que as personagens mantêm um público fiel: “Sempre houve esse extraordinário grupo de mais de 10 milhões” que acompanha as histórias há quase 30 anos.
Além do trabalho como atriz, Sarah Jessica Parker é produtora executiva de The Librarians, documentário que aborda bibliotecários nos Estados Unidos que enfrentam tentativas de censura a livros. Ela relembrou ter crescido sem televisão e com forte vínculo com bibliotecas públicas. “A ideia de que certos títulos possam ser restringidos é devastadora e perigosa”, declarou.


