O Fantástico encerrou 2025 com um desempenho preocupante e registrou o pior índice de audiência de sua história na televisão brasileira. A revista eletrônica da Globo fechou o ano com média de apenas 16,0 pontos na Grande São Paulo. Esse resultado representa o número mais baixo desde a estreia do formato, em 1973, e acende um alerta na emissora líder.
A atração comandada por Maju Coutinho e Poliana Abritta sofre com a perda de público de maneira constante nos últimos anos. O índice atual mostra uma queda de 5% na comparação com 2024, quando o programa marcou 16,8 pontos. A tendência de baixa ocorre desde 2022 e gera apreensão nos bastidores, pois cada ponto equivale a 199 mil telespectadores na capital paulista.
O cenário fica ainda mais grave ao se analisar o acumulado do triênio recente. O dominical alcançou 19 pontos em 2022, mas perdeu 16,3% de sua base de telespectadores desde então. Isso significa que praticamente duas a cada dez pessoas deixaram de acompanhar o jornalístico semanal nas noites de domingo na principal praça do mercado publicitário do país.
A direção da Globo mantém a esperança de reverter esse quadro negativo no próximo ano com a ajuda do calendário. O canal aposta na cobertura da Copa do Mundo e nas eleições presidenciais de 2026 para impulsionar os números e atrair o público de volta.
Estratégias para o Fantástico
A equipe de produção prepara novidades para tentar reconquistar a audiência perdida e renovar o fôlego da atração. O planejamento prevê a inclusão de quadros inéditos e o retorno de projetos de dramaturgia dentro da revista eletrônica. Apesar da crise nos números, a apresentação não deve sofrer alterações, pois Maju e Poliana possuem boa avaliação nas pesquisas de público.
Os dados mostram a dificuldade do programa em estancar a fuga de público recente e manter a relevância na TV aberta. O Fantástico marcou 18,5 pontos em 2020 e manteve estabilidade com 18,4 em 2021. O ano de 2022 trouxe uma alta para 19,0 pontos, mas os índices despencaram para 17,3 em 2023 e seguiram em declínio até o recorde negativo atual.


