RAVENA HANNIELY

Musa da microcintura relata ataques por religião e defende uso de preto no Ano Novo

Influenciadora da Estácio de Sá expõe perseguição nas redes sociais e rebate críticas sobre rituais; modelo busca combater preconceito contra matriz africana

Ravena Hanniely em montagem tirando selfie e olhando para frente usando camiseta preta e turbante com colar de contas longo no pescoço
Ravena Hanniely diz que o costume de passar a virada do ano vestida de preto gerou estranhamento (fotos: Reprodução)

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A influenciadora Ravena Hanniely, conhecida popularmente como a musa da microcintura, desabafou sobre a onda de intolerância religiosa que enfrenta. A futura destaque da Estácio de Sá no Carnaval de 2026 revelou sofrer ataques constantes nas redes sociais por seguir a Quimbanda. O preconceito aumentou consideravelmente após ela tornar pública a sua fé.

A modelo explicou que o estranhamento do público com os costumes de sua crença motivou muitas das ofensas virtuais. Diversos seguidores criticaram o fato de os praticantes usarem roupas pretas durante as festas de virada de ano. Ela relata que as mensagens de ódio associam injustamente seus rituais a práticas malignas e negativas.

Ravena Hanniely decidiu expor a situação para esclarecer os fatos e combater a ignorância sobre as religiões de matriz africana. “Existe muito preconceito porque as pessoas não sabem como funciona. O ritual não tem nada a ver com fazer mal a ninguém”, garantiu. Ela lamenta as acusações infundadas que recebe em seu perfil.

A perseguição afeta a rotina digital da influenciadora, mas ela mantém a postura firme diante dos críticos na internet. “As pessoas atacam sem conhecer. Já ouvi que, por causa da minha religião, eu faria mal aos outros, e isso não é verdade”, disse. A famosa busca desmistificar os fundamentos sagrados da Quimbanda.

Ravena ressalta que a espiritualidade exige compromisso sério e não define o caráter de ninguém de forma isolada. “Minha fé não define quem eu sou como pessoa. Eu sou responsável pelos meus atos”, declarou. Ela encara a religião como uma fonte de responsabilidade, aprendizado e evolução pessoal, longe dos estigmas criados.

A preparação para o desfile na Marquês de Sapucaí segue intensa e caminha lado a lado com as obrigações espirituais. “A minha fé faz parte da minha vida, mas não interfere negativamente no meu trabalho”, concluiu Ravena Hanniely. A Estácio de Sá levará para a avenida o enredo sobre Tata Tancredo e exaltará a Umbanda.

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