Rosane Svartman falou sobre os bastidores da reta final de Dona de Mim, que termina em 9 de janeiro na Globo com um total de 218 capítulos, um número acima da média para as novelas exibidas às 19h. A autora destacou que a extensão foi uma decisão pragmática da emissora e que precisou reorganizar a estrutura da trama para manter o ritmo e o interesse do público.
“É muito difícil para uma novela das sete”, disse Rosane Svartman para o Notícias da TV. “Foi um grande desafio, deu muito medo, mas foi uma escolha pragmática da empresa, e eu acabei entendendo essa escolha, apesar do susto inicial”, relatou. Segundo ela, a equipe teve que atender a pedidos da emissora e criar novos desdobramentos para sustentar o enredo por mais tempo, sem comprometer a audiência.
A novelista explicou que a primeira medida foi pensar em novas viradas na história. “Uma novela é feita de viradas. É o plot twist, né?”, comentou. Ao explicar sua metodologia, a autora citou como exemplo a narrativa de O Conde de Monte Cristo e brincou ao comparar os 48 capítulos extras a quase uma nova novela: “É uma Beleza Fatal e metade de um Pedaço de Mim”.
A autora também revelou preocupação com a época do ano em que os capítulos extras iriam ao ar. “A gente precisava manter a audiência nessa época do ano maravilhosa”, disse, referindo-se às festas de fim de ano. Para Rosane Svartman, manter o interesse do público exige planejamento detalhado e decisões bem calculadas.


