QUE PERIGO

Idoso perde R$ 20 mil após golpe com deepfake de Luís Ricardo em nome da Tele Sena

Aposentado acreditou ter ganhado prêmio da Tele Sena e foi enganado por criminosos que usaram IA para simular o apresentador do SBT

Homem sorri de braços cruzados em estúdio colorido, vestindo jaqueta azul e camisa vermelha, com fundo verde e o logotipo “Tele Sena Semanal” em letras azuis e amarelas atrás dele, ao lado de duas urnas transparentes de sorteio.
Golpistas usaram IA para simular Luís Ricardo em chamada de vídeo (foto: Reprodução/Internet)

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Um idoso foi vítima de um golpe virtual que usou inteligência artificial para simular a imagem do apresentador Luís Ricardo, do SBT. O caso, que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 20 mil, foi registrado em boletim de ocorrência e é alvo de processo judicial contra o banco digital PicPay. A informação é do colunista Rogério Gentile, da Folha de S.Paulo.

A vítima relatou que recebeu uma chamada de vídeo em que um homem, com aparência idêntica à de Luís Ricardo, anunciava um prêmio de R$ 100 mil da Tele Sena. Na conversa, com tom de programa de auditório, o falso apresentador perguntava ao aposentado o que ele faria com o dinheiro e solicitava seus dados bancários para supostamente efetuar o depósito do prêmio.

Sem desconfiar da fraude, o idoso seguiu as orientações do golpista e acessou o aplicativo do banco para verificar o crédito. Como o valor não constava, o criminoso alegou que havia um bloqueio da instituição financeira e induziu a vítima a realizar transferências via pix e transações com cartão de crédito, manobras que resultaram em um prejuízo de R$ 20 mil.

Somente após entrar no aplicativo da Tele Sena e constatar que não havia recebido prêmio algum, o aposentado percebeu que havia sido enganado. Ele registrou um boletim de ocorrência e, com apoio jurídico, ingressou com ação judicial contra o banco PicPay, alegando que a instituição falhou em seu sistema antifraude por não bloquear movimentações atípicas e fora do padrão de consumo.

Na ação, a advogada Bárbara Malaquias Silva citou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a responsabilidade das instituições financeiras em prevenir transações suspeitas. “Os bancos têm o dever de desenvolver mecanismos de segurança que identifiquem e obstem movimentações que destoam do perfil do consumidor”, argumentou.

Em sua defesa, o PicPay afirmou que não tem relação direta com os valores, já que não os recebeu, e que o processo deveria ser movido contra os golpistas. A instituição alegou que as transferências foram feitas de forma voluntária pelo cliente e que não houve falha de segurança, ressaltando que fornece orientações em seu site sobre como evitar fraudes. O processo ainda não foi julgado.

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