Bad Bunny voltou a enfrentar problemas na Justiça. O cantor porto-riquenho foi processado por uso indevido da voz da estudante Tainaly Y. Serrano Rivera em duas de suas músicas de sucesso, Solo de Mi e EoO. A jovem pede uma indenização de US$ 16 milhões, o equivalente a R$ 86 milhões, por violação de direitos de imagem e privacidade.
O processo, de 32 páginas, foi protocolado no tribunal de Porto Rico e divulgado pela revista Rolling Stone. Nele, Tainaly afirma que gravou a frase “Mira, puñeta, no me quiten el perreo”, algo como “Olha, p*rra, não me tirem o perreo” (perreo é um estilo de dança), a pedido do produtor Roberto Rosado, conhecido como La Paciencia, quando ambos ainda eram estudantes de teatro na Universidade Interamericana de Arecibo.
A gravação acabou sendo usada em faixas comerciais de Bad Bunny sem o conhecimento ou autorização de Tainaly, que garante jamais ter assinado qualquer tipo de contrato ou cedido os direitos da sua voz. Ela alega que a frase se tornou um bordão conhecido e associado diretamente ao artista, sendo reproduzida em shows, merchandising e outros produtos promocionais.
De acordo com o processo, a gravação original foi feita em tom descontraído e em ambiente acadêmico, sem qualquer indicação de uso comercial. O uso posterior nas músicas de Bad Bunny, especialmente em Solo de Mi, presente no álbum X 100pre, e em EoO, do premiado Debí Tirar Más Fotos, pegou Tainaly de surpresa.
A estudante afirma ainda que sua frase foi amplamente usada pelo cantor em performances ao vivo, vídeos e material promocional, o que teria amplificado o impacto da violação. Ela acusa Bad Bunny, sua gravadora Rimas Entertainment e o produtor La Paciencia de lucrar indevidamente com sua voz e causar danos à sua imagem.
Essa não é a primeira vez que Bad Bunny enfrenta acusações do tipo. Em 2023, o artista foi processado por sua ex-namorada Carliz De La Cruz Hernández, que também alegou uso indevido de sua voz em músicas do cantor sem consentimento. O caso ainda tramita na Justiça de Porto Rico.


