A Mattel anunciou o lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro autista (TEA), em mais um marco da marca em sua jornada pela inclusão. Desenvolvida em colaboração com a Autistic Self Advocacy Network (ASAN), organização conduzida por pessoas autistas, a nova versão da boneca faz parte da linha Barbie Fashionista e será lançada oficialmente no Brasil em julho deste ano.
O projeto levou mais de 18 meses para ser concluído e teve como foco a construção de uma representação autêntica e positiva da vivência autista no universo infantil. “É fundamental que os jovens autistas vejam representações autênticas e positivas de si mesmos”, afirmou Colin Killick, diretor-executivo da ASAN. A Mattel reforça que a intenção é permitir que mais crianças se reconheçam por meio da Barbie.
A boneca apresenta diversas adaptações baseadas em experiências reais. O olhar é levemente desviado para o lado, representando pessoas que evitam o contato visual direto. As articulações nos pulsos e cotovelos permitem movimentos como o agitar de mãos e a autoestimulação, comuns entre autistas. A Barbie vem acompanhada de um fidget spinner rosa funcional, fones de ouvido com cancelamento de ruído e um tablet com aplicativo de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA).
O figurino da personagem também foi adaptado. Ela veste um vestido roxo com tecido macio e modelagem mais solta, para minimizar o desconforto sensorial, além de sapatos baixos que proporcionam estabilidade e facilitam o movimento. “A parceria com a Barbie nos permitiu compartilhar insights reais durante todo o processo de design, para garantir que a boneca celebre a comunidade”, explicou Jamie Cygielman, líder global de bonecas da Mattel.
A linha Barbie Fashionista é reconhecida por sua diversidade. Com mais de 175 versões, já apresentou bonecas com diferentes tons de pele, tipos de cabelo, deficiências físicas e condições de saúde, como diabetes tipo 1, síndrome de Down, deficiência visual e uso de aparelhos auditivos.


