Nikki Glaser, responsável pela apresentação do Globo de Ouro, optou por cortar piadas com teor político do roteiro da premiação. A comediante revelou que decidiu evitar referências a Donald Trump e ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, conhecido como ICE, por considerar difícil acertar o tom e evitar controvérsias em um ambiente de grande visibilidade internacional.
“Eu ia dizer: ‘Estou ouvindo do pessoal do bar que estamos sem gelo [ice]. E, sabe, a gente não precisa de gelo. Aliás, eu detesto gelo’. Mas achei que até isso seria trivial demais”, explicou Nikki Glaser, ao comentar a brincadeira que fazia um trocadilho com a sigla do órgão de imigração. Ela afirmou que política “não tem graça” e que preferiu manter a leveza do evento.
Outra piada retirada do roteiro envolvia uma referência direta a Donald Trump. A apresentadora planejava brincar sobre o hotel onde ocorreu a cerimônia ser renomeado como Trump Beverly Hilton, em alusão à mudança fictícia do Kennedy Center para Trump Kennedy Center. A ideia partiu do ator Steve Martin, que depois aconselhou a apresentadora a não levar a piada ao ar.
“Não dá pra falar o nome desse cara agora. Eu quero dar um tempo nisso”, disse Nikki Glaser sobre Trump. Apesar das edições, a comediante manteve um tom ácido em outros momentos do evento. A comunicadora ironizou o caso Epstein e fez uma crítica direta à CBS News, dizendo: “O prêmio para mais edição vai para a CBS News. Isso. CBS News: o mais novo lugar dos EUA para ver notícias falsas”. A piada fazia referência à suposta censura de uma reportagem sobre deportações para uma prisão em El Salvador.


