Com uma agenda intensa dividida entre São Paulo e Santos, Francine Carvalho encara o Carnaval 2026 em jornada dupla e sem sinais de pressão. Musa da Gaviões da Fiel e rainha de bateria da X-9 Pioneira, ela afirma que sua relação com o samba vai além de status ou trabalho. Para Francine, o Carnaval é um espaço de pertencimento, entrega pessoal e conexão com suas raízes.
“Eu não vivo do Carnaval. Eu vivo para o Carnaval”, resume. Segundo ela, a experiência na avenida funciona como um momento de desligamento da rotina e reconexão consigo mesma. “É o lugar onde eu me desligo de tudo, me reconecto comigo mesma, com minhas raízes, com as pessoas que eu amo. Para mim, é terapia, não tem nada de obrigação, nem de sacrifício”, afirmou.
No primeiro ensaio técnico da Gaviões da Fiel, Francine Carvalho chamou atenção ao surgir com o look batizado de Aurora Ancestral. O figurino representa uma deusa despertada pelas vozes de suas antepassadas e mistura referências africanas e indígenas. Os tons de ouro simbolizam riqueza espiritual, força, memória e pertencimento, elementos que dialogam diretamente com a proposta apresentada na avenida.
O principal desafio da temporada tem sido a logística para conciliar compromissos nas duas cidades. Francine divide a rotina entre ensaios, ações sociais, gravações e eventos, com planejamento detalhado. No próximo sábado, por exemplo, ela encerra o ensaio técnico em São Paulo e segue direto para Santos, mantendo o ritmo intenso que marca sua preparação para o desfile.
Apesar do desgaste físico, ela diz que o esforço não se transforma em pressão. “É cansativo, claro, mas é um cansaço gostoso. Quando entro na avenida, tudo faz sentido”, afirmou. Para ela, o Carnaval é um espaço sem cobranças. “Sem pressão. Só entrega e alegria. Meu Carnaval é assim: leve, divertido e sem estresse”, concluiu Francine Carvalho.


