Luísa Sonza refletiu sobre os desafios de ser mulher na indústria da música em entrevista ao programa Na Palma da Mari Verão, da CNN Brasil. No terceiro episódio da temporada, a cantora criticou o etarismo, a criação de rivalidades femininas e a pressão para se enquadrar em padrões estéticos e comportamentais. Para ela, a estrutura do mercado ainda é cruel com artistas mulheres.
“Eu acho muito preocupante como o mundo lida com o etarismo e, principalmente, com a mulher”, desabafou. “É muito dolorido ver uma mulher com tantos anos de carreira, uma experiência incrível, ser diminuída por ter essa experiência. A indústria ainda é muito cruel”, disse Luísa Sonza.
Durante a conversa, a cantora lembrou do impacto da exposição digital em sua vida. Em 2017, ao deixar sua cidade natal de 6 mil habitantes, ela viu sua imagem virar alvo de ataques online. No início, tentou suavizar sua postura para evitar críticas. “Eu entendi o que era o machismo porque eu me culpava. Eu tentava uma aprovação e não conseguia. Outras mulheres me falaram: ‘Cara, isso é machismo, as pessoas estão falando isso porque a mulher é objetificada'”, relatou.
Luísa Sonza explicou que precisou se reeducar para entender que os ataques não eram pessoais, mas parte de uma estrutura maior de opressão às mulheres. “Precisei me educar para não ficar tão enfraquecida. Vi que não ia importar o que eu fizesse, essas coisas estão atreladas a todas as mulheres. Então, decidi lutar contra isso”, afirmou.
Ao analisar o funcionamento do mercado musical, a cantora destacou que a rivalidade feminina é frequentemente alimentada para desvalorizar o trabalho das mulheres. Luísa Sonza defendeu que a indústria tenta constantemente colocar as mulheres em “caixinhas”, seja com relação à aparência, à idade ou ao comportamento que devem adotar.


