DEPOIS DO BBB

Tela Quente (02/02): Globo exibirá o filme Meu Avô Stanislau

A produção foi protagonizada por Ranieri Gonzalez, Fhelipe Gomes, Laura Haddad, Angélica Bueno

Homem mais velho com o braço enfaixado recebe apoio de um jovem que o segura pelos ombros; ambos se encaram com expressão afetuosa, em ambiente interno decorado com tapeçaria religiosa ao fundo.
Meu Avô Stanislau é o filme da Globo (foto: Reprodução/Internet)

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A Globo exibirá na Tela Quente desta segunda-feira (02) o filme Meu Avô Stanislau. O filme é estrelado por Ranieri Gonzalez, Fhelipe Gomes, Laura Haddad, Angélica Bueno, Mauro Zanatta, Rosana Stavis. A produção foi dirigida por Guto Pasko.

A trama acompanha Boris, um jovem de 17 anos, gamer e apaixonado por mangá, que vê sua vida virar de cabeça para baixo ao ser enviado para morar com o avô Stanislau, na zona rural de Prudentópolis, após um conflito com a mãe. Cercado por cachoeiras, tradições e pela forte cultura da comunidade descendente de ucranianos, Boris acaba se envolvendo no grande sonho do avô: criar um projeto de turismo rural para a região.

Quando um acidente coloca em risco o evento mais importante da comunidade, o garoto se vê diante de uma escolha decisiva: disputar a final de um campeonato de games ou ajudar a salvar o sonho coletivo. O filme fala sobre família, pertencimento e redescoberta, equilibrando emoção e leveza.

Com coprodução da TV Globo, RPC e GP7 Cinema, o longa-metragem regional une emoção, humor e memória afetiva, com Prudentópolis não apenas como cenário, mas como parte viva da narrativa. Para a produtora Andréia Kaláboa, o filme carrega um significado ainda mais especial. Nascida em Prudentópolis, cidade onde a trama se passa, ela vê a obra como uma forma de reconexão com a própria história e com a ancestralidade do seu povo.

Ao falar sobre a importância de preservar a cultura, Andréia relembra a infância marcada por contrastes. Criada em uma comunidade fechada, sem energia elétrica e com pouco acesso a serviços, ela viveu por muito tempo entre dois mundos. “Quando eu era criança, pensava: eu não sou ucraniana, eu sou brasileira”, conta. Na escola, aprendia sobre a cultura brasileira; em casa, vivia intensamente os costumes ucranianos, o linguajar, as tradições familiares. “Era um meio confuso até eu entender esse lugar”, relembra.

Com o tempo e o amadurecimento, esse conflito deu lugar ao orgulho. Entender a história da imigração, da comunidade que permaneceu isolada por tantos anos, transformou a relação de Andréia com suas raízes. “Hoje é gratificante entender o quanto é importante preservar os valores da minha cultura, da ancestralidade”, disse. Materializar tudo isso em um filme, segundo ela, é uma forma de reconexão com algo que sempre esteve presente em sua vida e na de sua família.

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