SÉRIE DE SUCESSO

Agentes de Aeroporto – Área Restrita comentam proibição de gravações

Polícia Federal suspendeu autorizações da equipe em aeroportos de todo o país

Elenco de série policial com agentes fardados e homem de terno ao centro sobre fundo roxo
PF proibiu novas gravações da série Aeroporto – Área Restrita (foto: Reprodução/Internet)

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Dois nomes do elenco de Aeroporto – Área Restrita se manifestaram após a Polícia Federal determinar a suspensão das gravações da série documental exibida pela Discovery Brasil e disponível na HBO Max. Nelson Saldanha e Paulo Angelito comentaram a decisão nas redes sociais, refletindo o impacto da medida sobre a equipe e o futuro do programa.

Analista tributário, Saldanha limitou-se a compartilhar um vídeo sobre o tema e escreveu apenas “Infelizmente”. Já Angelito, auditor fiscal da Receita Federal, declarou: “Tenho confiança nas instituições e na correta aplicação do nosso ordenamento jurídico, e por isso acredito que essa situação seja revertida em breve”, ao responder à publicação de seu colega.

A proibição foi oficializada na sexta-feira (30), em ofício enviado pela PF à concessionária RioGaleão. Inicialmente válida apenas para o aeroporto internacional do Rio de Janeiro, a decisão foi estendida a todos os aeroportos do país. As credenciais da equipe da série foram suspensas também em Fortaleza, Campinas e Guarulhos, impedindo a gravação marcada para o sábado (31).

Produtora da série contesta decisão da PF e fala em censura

A Moonshot Pictures, responsável por Aeroporto – Área Restrita, acionou a Justiça contra a decisão. A empresa argumenta que a medida representa um cerceamento da liberdade de imprensa e busca retomar os trabalhos nas áreas restritas, onde tradicionalmente registra operações da Receita Federal e de outros órgãos públicos.

A decisão da PF causou repercussão também entre representantes da Receita. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Kleber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais, atribuiu a ordem a um suposto desconforto com o destaque dado à Receita na série. “O sucesso do programa criou uma ciumeira institucional na PF”, disse. Cabral afirmou ainda que a competência para bloquear credenciais seria da Receita, não da Polícia Federal.

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