A Fox News reiniciou as tratativas para estabelecer uma operação televisiva no Brasil. A empresa busca investidores interessados em financiar o projeto, que havia sido suspenso no ano passado. O grupo norte-americano identificou uma demanda por conteúdo com viés conservador e opiniões alinhadas à direita. Executivos da corporação já realizaram sondagens iniciais para viabilizar o negócio nas últimas semanas.
De acordo com a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, a prioridade é encontrar um parceiro que domine o mercado publicitário nacional. A Fox Corporation analisa a viabilidade comercial da empreitada para evitar prejuízos financeiros. Intermediadores garantem que a distribuição multiplataforma gera lucro, pois atrai um público qualificado e possui custos operacionais inferiores aos da televisão tradicional.
O cenário brasileiro já conta com uma vasta oferta de canais noticiosos, o que exige um planejamento estratégico robusto. Atualmente, o país já conta com a GloboNews, Jovem Pan, CNN Brasil, Record News, BandNews TV, SBT News, Oeste TV, NC News, BM&C News, Canal UOL, CNN Money e Times Brasil | CNBC. A Fox News pretende ingressar nesse ambiente competitivo com ajuda de sua marca já estabelecida globalmente.
O canal surgiu nos Estados Unidos em 1996, fundado pelo magnata Rupert Murdoch com o intuito de atrair a audiência conservadora. Recentemente, Murdoch deixou o comando da empresa e passou o bastão para seu filho mais velho, Lachlan Murdoch. A expansão internacional, portanto, surge como uma alternativa para aumentar a relevância da marca fora do território norte-americano nos próximos anos.
A emissora mantém a liderança de audiência em seu país de origem, apesar de uma queda recente nos números. Dados do instituto Nielsen indicam que a Fox News registrou média diária de 1,1 milhão de espectadores em 2025. Esse volume supera concorrentes diretos como a MSNBC e a CNN, que amargaram resultados inferiores no mesmo período de medição.
A linha editorial da rede ficou conhecida pelo apoio às medidas do governo de Donald Trump e pelas críticas constantes ao Partido Democrata. Essa postura gerou acusações de parcialidade nos Estados Unidos, mas também fidelizou uma base sólida de telespectadores. O grupo acredita que repetir essa fórmula no Brasil pode garantir o sucesso comercial e a influência política desejada.


