Pedro Bial conquistou uma nova função de prestígio na Globo. O jornalista assumiu o cargo de diretor artístico do núcleo de documentários e atrações da emissora nesta semana. Além disso, o apresentador continuará no comando do Conversa com Bial, mas o formato sofrerá alterações importantes. O programa deixará a exibição diária e passará a contar com temporadas semanais na grade de programação deste ano.
Essa mudança buscará ampliar a atuação da área documentarista dos Estúdios Globo. O novo núcleo liderado por Pedro Bial também cuidará das próximas edições do Som Brasil e do projeto Falas. A empresa comunicou a decisão internamente e destacou o objetivo de diversificar a oferta de títulos. A informação é da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.
No comunicado oficial, a emissora ressaltou a importância do profissional. “Sua trajetória fala por si só. Bial é jornalista, documentarista, roteirista, diretor e apresentador com 45 anos de atuação na Globo”, afirmou a nota. Ele responderá à diretora de gênero Mônica Almeida, enquanto Fernanda Neves seguirá na produção executiva. A nota concluiu: “Sob a supervisão de Pedro, o núcleo estará apto para diversificar a oferta de títulos”.
O Conversa com Bial retornará ao ar apenas em agosto, no segundo semestre, logo após a Copa do Mundo de 2026. A atração ocupará as noites de terça-feira, às 23h30, na segunda linha de shows. Com o horário mais cedo e periodicidade semanal, o apresentador planeja elevar a qualidade do conteúdo. Por outro lado, as áreas de esporte e jornalismo manterão seus núcleos independentes.
Pedro Bial quase foi demitido da Globo
Entretanto, o cenário era bem diferente meses atrás. Pedro Bial correu risco real de demissão, pois Amauri Soares sinalizou o fim do contrato em dezembro. O alto salário, reduzido de R$ 1,2 milhão para R$ 600 mil, pesava contra a renovação. Fontes da Globo asseguraram que as produções dele custam muito e arrecadam pouco, o que tornava a manutenção do vínculo financeiramente inviável.
A reviravolta ocorreu após o lançamento do documentário O Século do Globo. A produção aproximou o jornalista da família Marinho e garantiu sua permanência. Críticos apontaram o tom elogioso da obra. “Bial é mais puxa-saco do Roberto Marinho do que os próprios filhos do empresário”, constatou Maurício Stycer. O projeto reverteu a decisão de corte, embora o mercado especule a nova redução salarial.


