Silvia Abravanel abordou a complexa fase de transição enfrentada pelo SBT após o falecimento de Silvio Santos (1930-2024). A herdeira detalhou o processo de reorganização corporativa da emissora sem a figura do pai, famoso pelo perfil centralizador na condução dos negócios. Segundo a apresentadora do Sábado Animado, a nova etapa exige esforço conjunto das irmãs para manter o legado do grupo empresarial.
Em entrevista à revista Quem, ela admite a dificuldade de adaptar a gestão anterior ao modelo atual de governança familiar e destaca a união necessária. “[Tem sido] um desafio e tanto. Meu paizinho amado era muito centralizador. Mas sempre fomos muito parceiras e isso facilitou nas tarefas dessa reestruturação das empresas para a nossa gestão, e está dando certo”, afirmou a apresentadora sobre os bastidores da mudança.
A divisão de tarefas ficou clara entre as filhas do comunicador, com Silvia focada apenas na parte artística. Ela explica a recusa em assumir cargos de chefia executiva e exalta o trabalho da irmã. “Eu sempre preferi o lado artístico ao administrativo e por isso não aceitei. A Daniela [Beyruti] faz a parte administrativa com maestria. Ela tem o dom para essa função, exerce um trabalho com muita dedicação, qualidade, respeito e responsabilidade ao público da emissora”, elogiou.
Silvia Abravanel diz que harmonia entre irmãs facilitou adaptação
O senso de coletividade norteia as decisões do Grupo Silvio Santos, embora cada herdeira possua atribuições específicas na hierarquia da empresa. A apresentadora reforça que a harmonia facilitou a adaptação à nova realidade corporativa. “Cada uma está nas suas funções e responsabilidades, mas sempre por um todo, que inclui projetos, empresas e funcionários. Sempre fomos unidas e agora nos tornamos ainda mais parceiras”, destacou sobre a rotina de trabalho.
Além das questões empresariais, a família preserva rituais importantes para honrar a memória do patriarca. Silvia revela a manutenção de datas festivas e costumes religiosos. “No âmbito familiar, as celebrações continuam as mesmas: aniversários, Natais, Anos-Novos. Mesmo não praticando o judaísmo, celebramos as festividades judaicas na sinagoga pelo meu pai, que as seguia fielmente. Não vamos deixar de fazer isso em memória dele”, declarou.
Por fim, a artista ressalta a influência permanente dos ensinamentos de Silvio Santos na condução dos negócios e da vida pessoal. A filosofia otimista do apresentador serve de guia para superar o luto e os desafios. “É difícil, mas como ele mesmo dizia: ‘da vida não se leva nada; vamos sorrir e cantar’ e seguir em frente”, finalizou a filha número dois do dono do Baú.


