Júlia Almeida se pronunciou pela primeira vez sobre a morte do pai, o autor Manoel Carlos (1933-2026), nesta quarta-feira (11). A atriz compartilhou fotos da infância e refletiu sobre o luto um mês após a partida do novelista. Ele estava internado para tratar complicações da Doença de Parkinson.
No texto, Júlia Almeida abordou a finitude com franqueza. “Ontem completou um mês da partida do meu pai. Talvez seja estranho admitir, mas a morte é o único destino certo, ainda que sejamos ensinados a acreditar apenas na permanência da vida”, escreveu a artista.
A atriz destacou a força da mãe, Bety Almeida, que foi casada com Manoel Carlos por mais de quatro décadas. “Muitos imaginavam que ela iria desmoronar, eu mesma temi, mas o que vi foi o contrário: uma força silenciosa que nos aproximou ainda mais”, afirmou. Ao falar sobre espiritualidade, Júlia Almeida relembrou o avô materno e as raízes familiares.
Segundo a artista, a mãe e o avô trouxeram para sua história uma vivência espiritual intensa. “Ancestralidade em movimento”, definiu, ao mencionar as lembranças de infância e a conexão afetiva que mantém com ele. A filha do novelista também explicou o período de reclusão após a morte do autor. “Depois de 30 dias de silêncio e recolhimento, escolho falar com serenidade”, declarou.
Ela afirmou ter a convicção de que o pai está sendo acolhido com o mesmo amor que cultivou em vida. “Pensei em escrever algo mais sentimental. Preferi a verdade. Tenho a convicção de que ele atravessa novos caminhos, sendo muito bem cuidado, como foi por quem realmente esteve presente. Escrever um post é fácil”, concluiu Júlia Almeida.


