NOVA ROTINA

William Bonner cita alívio após deixar o Jornal Nacional: “Me agradecem pelo que fiz”

Apresentador estreia no Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg e afirma que ataques de haters diminuíram; jornalista diz que cumpriu sua missão

Jornalista William Bonner de terno escuro e camisa clara segura microfone prata enquanto gesticula com a mão esquerda em estúdio com luzes coloridas
William Bonner disse que público agradece pelos anos de serviços prestados na bancada do Jornal Nacional (foto: Globo/Renato Pizzutto)

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William Bonner vive uma nova fase longe da tensão característica da bancada do Jornal Nacional. Recentemente, o apresentador recebeu a imprensa na sede da Globo, em São Paulo, para falar da sua estreia no Globo Repórter e celebrou a drástica mudança de rotina. Ele define o momento atual como uma fase de tranquilidade profissional ao lado de Sandra Annenberg.

Em conversa com a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, o comunicador conta que prioriza pautas mais leves e positivas para o novo desafio. A primeira produção já tem destino certo: ele explora a cidade de Nova York em parceria com o repórter Nilson Klava. O conteúdo vai ao ar nas duas primeiras semanas da temporada e reflete o desejo por maior contato com o público.

O jornalista evitou a ponte aérea entre Rio e São Paulo por muito tempo devido às críticas pela cobertura política. Entretanto, esse cenário mudou recentemente. “Estou viajando de ponte área e não estou sofrendo nenhuma hostilidade”, comemora. Ele relata a nova recepção do público. “Agora, me falam: ‘Cara, muito obrigado. O país deve a você um obrigado’.”

William Bonner celebra fim dos ataques políticos

William Bonner avalia que a prisão de envolvidos na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 contribuiu para um clima mais ameno. “Eu tenho a impressão que os haters da extrema-direita estão mais tranquilos”, avalia. Segundo ele, os ataques públicos perderam força social. “Atualmente, uma hostilidade de uma pessoa de extrema-direita contra um jornalista não é de bom tom.”

A saída do jornalismo diário proporcionou uma reconexão com os telespectadores nas ruas. “Agora, as pessoas pedem uma foto, pedem um abraço”, diz. Ele cita uma situação recente em Portugal, onde um grupo de brasileiros o cercou. “Minha mulher estava longe e ficou filmando. Teve fila para tirar foto”, relembra o apresentador sobre o carinho recebido.

O jornalista encerra o assunto com a certeza de dever cumprido em um dos postos mais cobiçados da TV. “Nós somos muito no Brasil brigando pela mesma causa: a defesa da Constituição e a manutenção da democracia”, analisa. Para ele, o trabalho no telejornal foi essencial. “Fiz um discursinho, não era minha intenção, mas você mexeu no vespeiro.”

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