A Família Real Britânica não foi avisada previamente sobre a operação policial que resultou na prisão do príncipe Andrew. A informação foi divulgada pela imprensa do Reino Unido. O irmão do rei Charles III é investigado por suspeita de má conduta em cargo público, em caso relacionado ao criminoso sexual Jeffrey Epstein (1953-2019).
Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (19), o monarca afirmou ter recebido a notícia com “profunda preocupação” e declarou apoio às autoridades responsáveis pela investigação. “Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada de forma apropriada e pelas autoridades competentes”, diz o comunicado.
Charles acrescentou que a Coroa britânica dará “total e irrestrito apoio e cooperação” às investigações. “Deixe-me ser bem claro: a lei deve seguir seu curso. À medida que este processo continua, não seria apropriado da minha parte comentar mais sobre o assunto”, concluiu.
Em nota, a polícia britânica informou que prendeu “um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público” e que realiza buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. O chefe adjunto de polícia Oliver Wright afirmou que a investigação foi aberta após “avaliação minuciosa” das alegações. “Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno”, declarou.
Andrew deixou oficialmente de ser considerado príncipe em outubro de 2025, após novas revelações sobre seu relacionamento com Jeffrey Epstein. A decisão partiu do próprio rei Charles III. Além disso, o membro da família real perdeu a designação de “Sua Alteza Real” após a emissão de uma Carta Patente, documento formal utilizado pela monarquia para conceder ou revogar títulos e nomeações.


