ÍCONES DA TV

Ronnie Von relembra amizade com Gugu Liberato e diz não temer a morte

Aos 81 anos, artista celebra 60 anos de carreira e lança álbum de jazz

Homem de meia-idade sorri para a câmera em ambiente externo, usando camisa branca de tecido leve. Ao fundo, aparecem piscina e jardim com vegetação verde, sugerindo área residencial ou de lazer. A imagem transmite clima descontraído e ensolarado.
Ronnie Von relembrou amizade com Gugu Liberato (foto: Reprodução/Internet)

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Ronnie Von está comemorando seis décadas de carreira divididas entre a música e a televisão. Em entrevista à GQ Brasil, o artista relembrou momentos marcantes da trajetória, incluindo a amizade com Gugu Liberato (1959-2019). “Tive um amigo querido, o bom e velho Gugu. Ele vinha almoçar em casa, mas não entendia nada de vinhos”, contou.

“Já eu conto com uma adega alentada, com mais espaço desde que a pandemia me fez beber tudo”, declarou. O apresentador relatou que certa vez o amigo levou uma garrafa rara de Bordeaux 1982 e sugeriu abri-la no almoço. Ronnie Von preferiu guardar o rótulo para celebrar um grande contrato na TV. “Quatro meses depois, me telefonaram. ‘Seu amigo se foi’”, recordou.

Desde então, ele diz que mudou a forma de encarar a vida. “Ganhei muitos vinhos que custam o preço de um automóvel, uma afronta à pobreza, mas, se você chegar aqui hoje e quiser tomar um, vai tomar. Sirvo o almoço com talheres de prata, louça francesa, japonesa. Não escondo nada depois do Gugu. Faço o que tenho vontade de fazer”, afirmou.

O artista vive há 13 anos com a esposa, Kika, em uma mansão no Morumbi, em São Paulo, e acaba de lançar um novo álbum em homenagem aos ídolos do jazz. Aos 81 anos, Ronnie Von também falou sobre saúde e finitude. Ele revelou já ter enfrentado uma parada cardiorrespiratória e complicações após cirurgia. “Não tenho nenhum medo da morte. Zero. Nada. Na hora que precisar ir, acabou”, declarou. Atualmente, dorme com máscara para tratar apneia do sono. “Eu me sinto como o Darth Vader”, brincou.

Ronnie Von refletiu sobre dor e envelhecimento. “Não quero morrer com dor. Aos 30 anos, sofri uma paralisia que foi uma barbaridade. Dizem que você aprende com a dor. Mas precisa sofrer para aprender as coisas? Não”, afirmou. Ao citar Oscar Wilde, concluiu: “A vida é uma balança entre a dor e o tédio”.

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