Bridgerton consolidou-se como uma das franquias mais valiosas da Netflix. A primeira parte da quarta temporada, lançada em 29 de janeiro, registrou um pico de audiência 230 vezes maior do que a média de uma série nos Estados Unidos apenas oito dias após a estreia. O número supera o recorde anterior da própria franquia, que havia alcançado pouco mais de 200 vezes a média três dias após a estreia da terceira temporada.
O desempenho reforça o crescimento consistente da produção. A cada nova temporada, a série amplia seu alcance e fortalece a base de fãs, criando um efeito acumulativo que beneficia diretamente a plataforma. Segundo dados do Streaming Economics, obtidos pelo Yahoo, a franquia (incluindo o spin-off Queen Charlotte) gerou mais de US$ 350 milhões em receita para a Netflix nos Estados Unidos e no Canadá.
Além disso, estima-se que Bridgerton tenha contribuído para a aquisição de 1,7 milhão de novos assinantes globalmente. A decisão de dividir as temporadas em partes também faz parte da estratégia da plataforma. Ao lançar episódios em blocos, a Netflix aumenta o tempo de permanência dos assinantes na plataforma, reduzindo a taxa de cancelamento no curto prazo e ampliando a exposição ao catálogo.
O universo expandido também tem papel relevante. Queen Charlotte não alcançou o mesmo retorno financeiro da série principal, mas a produção ajudou a ampliar o público em diferentes frentes. A trama atraiu uma audiência mais velha e registrou forte desempenho em mercados como Brasil, África do Sul, Filipinas e Índia.


