Camila Rodrigues revelou que enfrentou um ambiente hostil em sua primeira novela na Globo. A atriz contou que sofreu maus-tratos nos bastidores de América (2005). Em entrevista ao podcast TudoPod, a artista relembrou o início conturbado na televisão. “Normalmente tenho experiências muito boas, tenho que agradecer demais”, disse.
“No meu início, não. Foi conturbado. Minha primeira novela das nove, América, tem bastante tempo. Eu era muito nova, e tinha um pouco do ego dos diretores”, afirmou. Segundo Camila Rodrigues, um dos diretores da produção não a queria no elenco, o que teria gerado um clima ruim nos bastidores.
“Um diretor de lá não me queria, então ficou um jogo contra a minha pessoa, e eu não tinha nada a ver com isso. Só estava ali tentando fazer o meu trabalho. Não foi legal. As pessoas não me tratavam bem”, relatou. Na trama, ela interpretou Mari, irmã da protagonista Sol, vivida por Deborah Secco.
A atriz destacou que percebia diferença no tratamento dado aos colegas. “Era assim: ‘Ai, Ti, fica aqui, tá? E, garota, fica aqui, por favor… Alguém dá um jeito no cabelo dessa garota, pelo amor de Deus’”, recordou. Camila Rodrigues contou que saía das gravações chorando, mas tentava esconder o sofrimento. “Eu saía de lá chorando. Chorei muito. Fingindo que nada estava acontecendo. Imagina: primeiro trabalho, o sonho da sua vida”, disse.
Apesar da experiência negativa, ela afirmou que a situação não a traumatizou e que contou com apoio de colegas como Thiago Lacerda e Paulo Goulart (1933-2014). “Na verdade, acho que não era nada comigo. Era uma coisa deles, que acabou respingando em mim”, avaliou. Sem citar nomes, a atriz mencionou que pessoas importantes acabaram deixando a produção. Na época, o diretor Jayme Monjardim saiu da novela após desavenças com a autora Gloria Perez e foi substituído por Marcos Schechtman.


