Dennis Carvalho (1947-2026) foi homenageado em 2025 no programa Tributo, da Globo. O último episódio da série destacou a carreira do diretor, que morreu aos 78 anos neste sábado (28), no Rio de Janeiro. Durante a atração, ele relembrou o grave problema de saúde enfrentado em 2023, quando ficou internado com septicemia e passou 20 dias em coma. O especial será reexibido no início da madrugada de sábado para domingo, depois do Altas Horas.
Ao jornal O Globo, Dennis Carvalho comentou o impacto da internação e a recuperação após o quadro de sepse. “Não é igual a quando eu tinha 25 ou 30 anos, você sente na carne, mas a cabeça continua a mil. Não me considero jovem, nem velho, nem nada. Sou uma pessoa que vive seu tempo. E eu quero continuar trabalhando, estou pleno de saúde. Passei por um momento muito difícil, mas já estou ótimo”, disse.
O especial exibiu encontros com colegas e amigos que marcaram a carreira do diretor. Dennis Carvalho relembrou histórias de bastidores e comentou as pegadinhas que organizava nos estúdios, com cenas falsas criadas para surpreender o elenco. “Um talento imenso nas duas posições. Um grande ator e um grande diretor”, destacou Boni, ex-vice-presidente de operações da Rede Globo.
“O Dennis é o maior formador de diretores da Globo. Eu não tenho a menor dúvida disso. Se você fosse um bom assistente de direção do Dennis, você viraria um grande diretor. Não é à toa que ele promoveu diretores como Ricardo Waddington, Luisa Lima, Amora Mautner, Henrique Sauer, Mauro Mendonça Filho, eu”, afirma José Luiz Villamarim, diretor de dramaturgia da TV Globo.
Dennis Carvalho construiu carreira entre atuação e direção
A carreira de Dennis Carvalho começou na década de 1960 e ganhou força na Globo a partir de 1975. Ele atuou em novelas como Locomotivas (1977) e Malu Mulher (1979), período em que passou a aprender direção ao lado de Daniel Filho. Com o tempo, assumiu a condução de produções e se tornou um dos principais nomes da dramaturgia da emissora.
Em parceria com Gilberto Braga, dirigiu obras como Vale Tudo (1989), Anos Rebeldes (1992) e Celebridade (2003). Também esteve à frente de Babilônia (2015) e Segundo Sol (2018). A homenagem ao ator e diretor ainda contou com a presença de Glória Pires, Arlete Salles, Deborah Evelyn, Laila Garin, Lilia Cabral, Otávio Muller, Claudia Abreu e Tony Ramos.


