O humorista Rafinha Bastos relembrou um dos episódios mais controversos de sua carreira durante participação no programa Provoca, apresentado por Marcelo Tas na TV Cultura. O comediante falou sobre a repercussão da piada feita em 2011 envolvendo a cantora Wanessa Camargo, que na época estava grávida.
Durante o programa, Rafinha Bastos afirmou que se sentiu isolado quando a polêmica ganhou grandes proporções. Segundo ele, naquele momento esperava mais apoio dos colegas do CQC, programa humorístico da Band no qual trabalhava ao lado de Marcelo Tas.
A piada que gerou a crise ocorreu quando o comediante declarou que “comeria ela e o bebê”, referindo-se à cantora. A repercussão foi imediata, gerando críticas do público e da imprensa. No Provoca, o humorista disse que se sentiu abandonado quando o caso se tornou um grande escândalo. Segundo ele, a expectativa era que os colegas defendessem seu direito de fazer humor, mesmo que a piada fosse considerada ruim.
“Quando eu tinha os portais falando de mim, arrancando pelo em ovo, e eu estava prestes a ser suspenso, talvez demitido, eu esperava que meus colegas estivessem pelo menos me ajudando ou me defendendo”, afirmou. Rafinha citou especificamente uma declaração feita por Marcelo Tas na época. “O Tas que eu tanto gosto falou: ‘A piada só não tem graça’. E era muito mais do que isso naquele momento para mim. Eu estava perdendo o trabalho e eram repercussões reais. E realmente a piada é sem graça”, disse.
Durante a conversa, Marcelo Tas reafirmou sua visão sobre o episódio e disse que continua considerando a piada sem graça. O apresentador também argumentou que precisava pensar no impacto da situação para todos os integrantes do programa. “Eu continuo achando ela sem graça. Mas não era só isso. Tanto que ela ainda é assunto aqui, por exemplo, e isso só te prejudica. E sabe por que você quer continuar? Porque é a briga para ter razão. Você estava esperando que eu aparecesse lá com uma capa para te defender?”, questionou.
Rafinha Bastos também afirmou que enfrentou uma espécie de “caça às bruxas” naquele período. Segundo ele, gostaria que alguém tivesse defendido seu histórico dentro do programa. Tas respondeu que, em um programa coletivo, as decisões precisam considerar todo o grupo. “Quando se atua dentro de um programa, você tem que pensar em todos que estão lá, não apenas em um que levou um tiro aqui”, declarou o apresentador.


