MEMÓRIAS

Malu Mader relembra início na TV aos 16 anos e fala sobre revisitar Eu Prometo

Atriz recorda primeiros passos na televisão ao lado de nomes consagrados da dramaturgia e diz que pretende rever a novela que marcou sua estreia

Atriz Malu Mader sorri interpretando Aurora no remake da novela Renascer, com cabelos longos escuros, usando jaqueta jeans em ambiente rural com árvores
Malu Mader como Aurora no remake de Renascer; atriz promete rever seu primeiro trabalho na TV (foto: Globo/Manoella Mello)

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A atriz Malu Mader relembrou o início da carreira na televisão, quando estreou ainda adolescente. Aos 16 anos, participou da novela Eu Prometo (1983) e contracenou com nomes consagrados da dramaturgia brasileira, como Francisco Cuoco (1933-2025), Dina Sfat (1938-1989), Walmor Chagas (1930-2013) e Ney Latorraca (1944-2024). “Foi maravilhoso, mas me exigiu muita coragem”, disse em entrevista.

Segundo a atriz, a estreia representou um período de sentimentos intensos diante da responsabilidade de atuar ao lado de artistas experientes. “Era uma mistura de emoções intensas. Lembro-me de ficar ao mesmo tempo muito feliz e insegura. Eu sempre fui completamente fascinada pelo universo da dramaturgia. Não fazia distinção entre teatro, cinema e televisão”, explicou à coluna Play, do jornal O Globo.

Malu Mader também recorda que o interesse pela atuação começou ainda na infância, quando acompanhava produções na televisão e no cinema. “Desde criança acompanhava com paixão as novelas, as séries e os filmes, e já tinha meus autores, autoras, atrizes e atores preferidos. Janete Clair, Francisco Cuoco, Gilberto Braga, Gloria Pires, Cassiano Gabus Mendes e Luis Gustavo me inspiraram muito.”

A atriz afirmou que pretende rever Eu Prometo, produção em que interpretou Dóris Cantomaia. Apesar de não ter o hábito de revisitar trabalhos antigos, ela acredita que a experiência pode ser interessante. “Não costumo acompanhar trabalhos antigos, mas será interessante e divertido ver como meus colegas e eu nos movíamos nesse passado já tão distante.”

Ao comentar a repercussão daquele início de carreira, Malu Mader disse não se lembrar de ter enfrentado assédio intenso por causa do trabalho. “Se alguém não lidar bem com superexposição, por que escolhe atuar em novelas? Mas essa profissão é maravilhosa exatamente por isso, porque investiga a complexidade e as contradições humanas.”

A carreira de Malu Mader

Natural do Rio de Janeiro, Maria de Lourdes da Silveira Mäder construiu uma trajetória marcada por protagonistas em novelas e participações em cinema e televisão. Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios e indicações, incluindo reconhecimentos no Brazilian Film Festival of Miami, Melhores do Ano, Grande Otelo, Prêmio Guarani e Troféu Imprensa.

A atriz estudou teatro no Teatro Tablado na década de 1980 e estreou profissionalmente na peça Os Doze Trabalhos de Hércules. Logo depois iniciou carreira na televisão com Eu Prometo (1983). Em seguida participou de várias produções e ganhou destaque em Ti Ti Ti (1985), trabalho que lhe rendeu indicação ao Troféu Imprensa.

Em 1986 conquistou sua primeira protagonista na minissérie Anos Dourados, e dois anos depois protagonizou a novela Fera Radical (1988). No final da década de 1980 destacou-se como a modelo Duda em Top Model (1989). Em 1991 protagonizou O Dono do Mundo, novamente indicada ao Troféu Imprensa.

Na década de 1990 também participou de produções como Anos Rebeldes (1992), O Mapa da Mina (1993) e do seriado A Justiceira (1997). Em 1999 voltou ao posto de protagonista em Força de um Desejo, como a personagem Ester, desempenho que lhe rendeu indicações ao Troféu Imprensa e ao Melhores do Ano.

No cinema, ganhou destaque em O Invasor, com indicação ao Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante. Também recebeu prêmio de melhor atriz coadjuvante no Brazilian Film Festival of Miami pelo filme Bellini e a Esfinge, além de indicação ao Prêmio Guarani. Em 2003 protagonizou Celebridade, interpretando Maria Clara, papel que marcou seus 20 anos de carreira na televisão.

Posteriormente, também atuou como diretora no documentário Contratempo (2008), premiado no Los Angeles Brazilian Film Festival. Nos anos seguintes reduziu o ritmo de trabalhos na televisão, mas participou de produções como Eterna Magia, Ti Ti Ti (2010), Sangue Bom (2013) e Haja Coração (2016). Seu papal mais recente foi como Aurora no remake de Renascer (2024).

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