ELIO

Chefão da Pixar defende corte de trama LGBTQIA+ em animação

Pete Docter afirma que mudanças ocorreram após sessão de teste em 2023 e que estúdio quis evitar temas que algumas crianças ainda não discutiram com os pais

Personagem animado deitado na areia usa um capacete improvisado feito com escorredor de macarrão e lâmpadas, abrindo os braços e sorrindo com expressão animada em cena de animação.
Pixar removeu elementos LGBTQIA+ da versão final de Elio (foto: Reprodução/Internet)

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O chefe criativo da Pixar, Pete Docter, explicou por que o estúdio decidiu retirar elementos LGBTQIA+ da versão final da animação Elio (2025). Em entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo afirmou que a decisão ocorreu durante uma reformulação criativa realizada após uma sessão de teste com o público em 2023.

Segundo Pete Docter, a intenção foi evitar temas que algumas crianças ainda não discutiram com os pais. O executivo afirmou que o estúdio buscou manter a narrativa centrada na jornada do protagonista e nas aventuras espaciais apresentadas ao longo da história. “Estamos fazendo um filme, não centenas de milhões de dólares em terapia”, afirmou ao comentar o processo de revisão criativa que levou às mudanças na produção.

Elio acompanha um garoto solitário fascinado pelo espaço que acaba sendo transportado para uma organização interplanetária após ser confundido com o líder da Terra. No novo ambiente, ele precisa lidar com diferentes espécies alienígenas e descobrir qual é o seu lugar no universo. O projeto começou a ser desenvolvido pelo diretor Adrian Molina, que baseou parte da história em experiências da própria infância. Entretanto, após a sessão de teste realizada em 2023, o estúdio decidiu promover alterações significativas na narrativa.

De acordo com relatos de pessoas ouvidas pelo The Wall Street Journal, o público que assistiu à exibição afirmou ter gostado do filme, mas não demonstrou interesse suficiente para vê-lo nos cinemas. A avaliação levou a Pixar a realizar uma reformulação na produção. Com a mudança, Adrian Molina deixou a direção e o longa passou a ser comandado por Domee Shi e Madeline Sharafian. Durante esse processo, várias ideias do desenvolvimento original foram revistas.

Segundo as fontes citadas pelo jornal, todas as referências à sexualidade do protagonista foram retiradas da história. Entre os elementos removidos estavam uma bicicleta rosa usada pelo personagem e uma sequência em que ele imaginava formar uma família com um garoto por quem tinha uma paixão.

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