NOVA PRODUÇÃO

Autor de A Nobreza de Amor comenta sobre complexidade da trama

Trama das seis apresenta Batanga e propõe nova visão da herança africana

Um homem e uma mulher estão próximos um do outro, posando diante do mar. O homem tem cabelo curto e barba e veste uma camisa azul com listras. A mulher tem cabelo trançado e usa roupas em tons neutros com detalhes rosados. Ambos olham diretamente para a câmera com expressões sérias. Ao fundo, aparece o oceano e um céu azul com algumas nuvens, sugerindo um ambiente costeiro ao ar livre.
A Nobreza do Amor apresenta o Reino de Batanga (foto: Reprodução/Internet)

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A novela A Nobreza do Amor, que estreia nesta segunda-feira (16), começa a apresentar ao público um universo diferente das representações tradicionais da África na dramaturgia. A trama criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior aposta em uma narrativa que destaca um império africano rico e governado por uma realeza negra livre.

A trama destaca o Reino de Batanga, território fictício que integra a história da novela. A proposta é apresentar uma perspectiva que valoriza a herança cultural africana, sem focar exclusivamente nas narrativas de sofrimento relacionadas à escravidão. Segundo Elísio Lopes Júnior, um dos autores da produção, a ideia da novela é promover uma identificação com a ancestralidade africana. O roteirista destacou que a história também busca ressaltar a riqueza cultural e histórica desse legado.

“Esta novela propõe uma identificação de africanidade e, principalmente, da nossa nobreza”, afirmou o autor em entrevista ao jornal O Globo. Ele também explicou que a produção pretende ampliar a forma como a história é contada na televisão. Para Elísio, reconhecer os momentos de dor é importante, mas não deve ser o único foco das narrativas. “A História não pode ser pautada apenas na dor, que faz parte, mas é importante entendermos o que de bom e de rico essa herança de África nos traz”, disse.

Além de Batanga, a trama também se desenvolve em Barro Preto, uma cidade fictícia localizada no Rio Grande do Norte. É para esse local que fogem a rainha Niara, interpretada por Erika Januza, e sua filha, a princesa Alika, vivida por Duda Santos. As duas personagens deixam o reino africano após um golpe de Estado. O responsável pela tomada de poder é Jendal, primeiro-ministro vivido por Lázaro Ramos, que assume o controle do país após derrubar o rei Cayman II, personagem de Welket Bungué.

Enquanto tentam se adaptar à nova vida no Brasil e escondem suas identidades nobres, grupos de resistência se organizam em Batanga para enfrentar o novo governante e tentar restaurar a ordem no reino. De acordo com os autores, a narrativa alterna constantemente entre os dois cenários principais da história. Assim, a novela acompanha simultaneamente os acontecimentos no Brasil e na África.

“Elaboramos uma estrutura em que quase todos os capítulos visitam os dois lugares. As histórias de lá e de cá estão conectadas o tempo todo”, explicou Elísio Lopes Júnior. O autor também contou que a construção da história exigiu um processo de pesquisa detalhado. A equipe buscou referências históricas e consultou especialistas para desenvolver a narrativa.

Segundo ele, estudiosos e profissionais ligados à história africana foram ouvidos durante o desenvolvimento da novela. “Fizemos uma longa pesquisa de princesas, reis e militares africanos que indicaram que essa história faz sentido e tem uma lógica”, afirmou o autor de A Nobreza do Amor.

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