CONTRATADA DA GLOBO

Mariana Becker relembra perrengues da Fórmula 1 com bunda de fora e calcinha na perna

Jornalista inicia nova fase na emissora após cinco anos e relembra dificuldades, episódios marcantes e enfrentamento ao machismo na carreira

Texto Alternativo disse: Mulher de cabelo loiro e lenço vermelho caminha em paddock de automobilismo com boxes e equipe ao fundo
Mariana Becker voltou à Globo após passagem pela Band (foto: Reprodução/Internet)

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Mariana Becker está de volta à Globo para mais uma temporada na cobertura da Fórmula 1. A jornalista retomou o trabalho na emissora após cinco anos na Band e iniciou sua vigésima temporada na categoria com o GP da Austrália, realizado em Melbourne. A profissional, que descobriu a paixão pelo automobilismo em 2007, conciliará a rotina intensa de transmissões com momentos pessoais em Mônaco, onde vive.

Ao relembrar o início na Globo, Mariana Becker destacou as dificuldades para conquistar espaço em um ambiente dominado por nomes consagrados. “Eu me sentia como um soldado raso trabalhando com generais. No início, foi difícil me aceitarem. Aos poucos, Galvão (Bueno) foi descobrindo coisas em mim, e eu fui vendo coisas legais nele. Achava que era um cara muito difícil, mas comecei a gostar”, relembrou.

“A turma (da transmissão) ia jantar, demorava muito, e eu não podia acordar tarde no dia seguinte. Num determinado horário, eu me despedia, e o Galvão dizia: ‘Se você não ficar, não deixo você falar amanhã’. Respondia: ‘Você não deixa eu falar mesmo… Não vai fazer diferença’. A gente começou a se dar bem”, contou.

A jornalista também falou sobre episódios de machismo ao longo da trajetória. “Tinha que ser muito mais competente do que um homem. Mais do que mandar tudo às favas, me dava aquela vontade de insistir”, afirmou. “Precisei estudar para dominar o assunto. Estudo até hoje”, relatou em conversa com O Globo.

“O machismo é a diminuição da importância do que você apura, ou está no olhar condescendente de quem está explicando alguma coisa pra você. Os pilotos sempre me respeitaram. O machismo vinha das equipes e também, dos colegas de profissão: ‘Você conseguiu porque é loura e de olhos verdes’, entende?”, disse.

Além dos desafios, Mariana Becker relembrou situações inusitadas vividas durante coberturas. “Sou a rainha de passar perrengues em público. Uma vez, no Grande Prêmio da Espanha, tropecei nos meus cabos, caí de quatro, e minha calça rasgou de cima a baixo, na frente de todos os repórteres”, contou.

“Avistei uma bandeira que era metade do Brasil e metade da Áustria. Pronto, amarrei na cintura e fui andando. Houve uma ainda pior. Tinha trabalhado o dia inteiro na chuva. Voltei pro hotel, tirei a roupa molhada e botei pra secar. No dia seguinte, vesti a calça já seca. Estava andando no paddock e sentindo algo na perna me incomodando. Era a calcinha do dia anterior que estava presa na perna da calça. Então, quando alguém vem com o papo de diva, eu digo que não, diva não anda de bunda de fora nem arrasta calcinha por aí”, contou.

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