BRAX

Empresa terá que desembolsar R$ 300 milhões de multa se rescindir contrato da Série B

Responsável por placas e naming rights da competição tenta renegociar acordo após redução no alcance da competição sem transmissões da Globo

Troféu da Série B do Brasileirão erguido por mãos com luvas brancas em frente à sede da CBF com nome Brasil ao fundo
Série B tem multa milionária caso empresa decida deixar acordo de venda de publicidade (foto: CBF/Joilson Marconne)

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A empresa Brax, responsável por negociar publicidade e naming rights da Série B do Campeonato Brasileiro, terá que pagar uma multa estimada em R$ 300 milhões caso decida rescindir o contrato atual. O valor corresponde ao acordo completo firmado com a liga Futebol Forte União, com vigência prevista até 2029, envolvendo as placas publicitárias da competição.

A possibilidade de saída sem multa existia até 31 de julho de 2025, ao fim do primeiro turno da competição. No entanto, a empresa permaneceu no contrato. Fontes ligadas a clubes e à liga afirmam que não houve manifestação de insatisfação naquele momento, o que inviabilizou a rescisão sem custos, segundo a coluna Outro Canal da Folha de S.Paulo.

A Brax afirma que enfrenta dificuldades para cumprir os acordos comerciais devido à queda de audiência da Série B. Em documento enviado à CBF, revelado no último dia 10, a empresa solicita a renegociação do contrato de venda publicitária. O principal argumento é a redução no alcance da competição após mudanças na transmissão.

Sem a presença da Globo em TV aberta e fechada, a competição passou a ser exibida por ESPN, SportyNet e RedeTV!. Até 2024, a Série B também tinha transmissões na Globo, TV Brasil e Band. A empresa avalia que a ausência da maior emissora do país afetou diretamente o interesse de anunciantes.

Dados apresentados pela Brax indicam que a competição alcançou 58 milhões de pessoas em 2024 e 54 milhões em 2023. Já no último ano, o número caiu para 15 milhões, o que representa uma redução de 74%. Do total recente, 12 milhões vieram de plataformas da Disney, enquanto outros exibidores somaram 3 milhões.

Mesmo com cobertura considerada consistente, incluindo equipes locais da ESPN, a empresa relata dificuldade para atrair investimentos. A avaliação interna é que o atual modelo de exibição não gera retorno comercial esperado. Diante disso, a Brax tenta reavaliar o contrato da Série B, enquanto permanece vinculada ao acordo vigente.

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