EMERGÊNCIA RADIOATIVA

Atriz de Coração Acelerado, Leandra Leal faz primeiro trabalho na Netflix

Artista interpreta cientista em produção sobre tragédia do Césio 137, que figura entre as mais vistas da plataforma

Mulher de jaleco e óculos observa laboratório com tubos de ensaio e frascos em ambiente científico
Leandra Leal estreou série na Netflix, produção aborda tragédia do Césio 137 (foto: Reprodução/Internet)

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Leandra Leal estreou na Netflix com a série Emergência Radioativa, que rapidamente alcançou destaque na plataforma. A produção lidera a audiência no Brasil e figura entre as cinco mais assistidas da semana em língua não inglesa. Na trama, a atriz de Coração Acelerado interpreta Esther, uma cientista que atua diretamente no combate às consequências do acidente com o Césio 137, em Goiânia.

A história retrata um dos maiores desastres radioativos fora de usinas nucleares no mundo. A atriz explicou que aceitou o projeto após convite do diretor Fernando Coimbra. “Esse convite surgiu do Fernando Coimbra, que é o diretor, com quem eu já fiz dois filmes. E a gente tem uma parceria de trabalho bem maneira”, disse.

“Ele já estava desenvolvendo e me chamou. Na época, eu estava bem envolvida com o meu filho, que ainda era bem menor. A gente fez um esquema que ficou confortável. Tive poucas diárias de filmagens. Mas eu queria participar, acho que é um projeto que precisava acontecer”, revelou Leandra Leal.

Segundo a atriz, a produção busca dar visibilidade às vítimas do acidente. “Esse desastre criminoso é algo que tem pouco reconhecimento das vítimas. A extensão do que aconteceu com as vítimas durou muito tempo. A gente quer mostrar e pedir justiça para as vítimas. Com a série, eu espero que a gente dê foco para essa reparação”, comentou.

Leandra Leal também ressaltou o papel da ciência brasileira na contenção do desastre. “É uma série que mostra como o trabalho da ciência brasileira é competente e capaz… Eles que criaram um protocolo novo que passou a ser usado em todo o mundo”, afirmou a artista em conversa com a Folha de S.Paulo.

Durante as gravações, a atriz teve contato com pessoas que viveram a tragédia. “Nós conversamos com pessoas que a minha personagem teve na vida real. Foi chocante ver o quanto isso foi doloroso para quem estava ali lutando, ver a perda de vidas, a destruição na vida das pessoas com uma coisa irresponsável e que poderia ser evitada. Lá em Goiânia, se tem muito essa visão: é uma sucessão de erros imensa. Nós vimos também algumas séries para ter referências”, disse.

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