BRILHO PRÓPRIO

Joel Datena admite privilégio por sobrenome, mas diz que mérito sustenta carreira na TV

Apresentador afirma que teve oportunidades por ser filho de José Luiz Datena, mas destaca exigência do desempenho na televisão

Joel Datena sorri durante participação em estúdio de TV com painel de madeira e luzes verticais ao fundo
Joel Datena em entrevista ao Programa Flávio Ricco, da LeoDias TV (foto: Reprodução)

Compartilhe:

Joel Datena afirmou que sua trajetória na televisão foi facilitada pelo fato de ser filho de José Luiz Datena, mas defendeu que a permanência no meio depende de desempenho. O apresentador reconheceu o impacto do sobrenome na abertura de portas, ao mesmo tempo em que destacou a exigência constante do público e do mercado.

A declaração foi feita em entrevista ao Programa Flávio Ricco, da LeoDias TV. “Quantas pessoas muito melhores do que eu pararam no meio do caminho porque não tiveram a minha oportunidade? Isso é uma verdade. E a gente fica até chateado com isso, porque você vê gente talentosa para caramba que, às vezes, só não teve a oportunidade”, disse Joel Datena.

Ao comentar sua permanência na carreira, Joel Datena afirmou que precisou demonstrar capacidade própria após a oportunidade inicial. “Quando eu caí ali dentro, graças a Deus, eu tive condição de mostrar o meu trabalho e gostaram de mim. Você imagina se o sobrenome segura alguém em algum lugar, principalmente no mundo de hoje?”, disse o apresentador.

Ele também destacou a competitividade do setor e a exposição direta diante do público. “Hoje, o mundo é competitivo demais. Na nossa profissão, quando liga a câmera, não tem papai, não tem mamãe, não tem vovô, não tem ninguém. Tem a gente, lógico, tem eu, a câmera, e milhares ou milhões de pessoas do outro lado. É saber assimilar isso aí”, explicou. “É uma honra muito grande ser filho de quem eu sou, do Datenão.”

Joel Datena rebate críticas sobre nepotismo

Joel Datena contestou a ideia de que o sobrenome pode atrapalhar carreiras. “É muito mais fácil [ter uma chance], diferentemente do que todo mundo fala!”, cravou. O apresentador afirmou que discorda de relatos de profissionais que apontam o peso da herança familiar como obstáculo no desenvolvimento profissional.

Na mesma linha, ele criticou justificativas usadas por outros nomes do meio artístico. “Eu às vezes acabo até contrapondo algumas pessoas nesse sentido, [que falam:] ‘Ah, carrego o peso do sobrenome, por isso não dei certo’, ‘Ah, eu tentei, mas como eu carrego esse gigantismo, foi muito difícil e eu tive que parar’. Pô, isso é uma mentira, é muito mais fácil de você chegar!”, afirmou.

“Continuar é que é outra parada. Porque, pela curiosidade, assim como as pessoas têm interesse em saber se o filho do Zico joga bem [futebol], elas têm interesse em saber se eu tenho condição de fazer o meu serviço na televisão. Mas você consegue chegar, que é o mais importante”, concluiu o apresentador do Brasil Urgente.

Compartilhe:

O TV Pop utiliza cookies para melhorar a sua experiência.