Um cinegrafista brasileiro da ESPN foi atingido por objetos antes do início da partida entre Flamengo e Independiente Medellín, na Colômbia. O profissional acompanhava a repórter Lilly Nascimento quando bombas e sinalizadores foram lançados em direção ao gramado e à área destinada à imprensa, ainda antes do apito inicial.
Durante a transmissão, a emissora exibiu danos causados ao equipamento e informou que a calça do cinegrafista foi queimada. Apesar do incidente, a equipe passa bem. O clima de tensão já era evidente desde a entrada dos jogadores em campo. “No pré-jogo, começaram a usar laser no meu olho, tentando atrapalhar. Muitos torcedores com laser, o clima ficou mais hostil”, disse a repórter.
“Nos preparamos para começar a transmissão e assim que os jogadores estavam posicionados no meio de campo, começaram a jogar sinalizadores. O primeiro caiu bem no gol em que estava o Rossi, mas a partida ainda não havia começado. Os seguranças entraram e tiraram, e a partida começou”, relatou.
A repórter da ESPN detalhou a confusão. “Jogaram muitos sinalizadores, jogaram no nosso equipamento, que começou a pegar fogo. A calça dele (do cinegrafista) também, e a Conmebol veio nos tirar dali. Não paravam de jogar bombas, e o clima estava hostil demais e perigoso. Foi um clima muito difícil”, concluiu.
Grades metálicas foram arrancadas e lançadas para dentro do campo, além de registros de invasões em áreas próximas ao gramado. Uma parte da arquibancada chegou a ser incendiada durante o tumulto. Sem condições de segurança, a arbitragem interrompeu a partida e retirou jogadores e comissão técnica de campo. Após mais de uma hora de paralisação, a Conmebol decidiu cancelar o confronto.


