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Márcia Goldschmidt comenta vaias a Virginia Fonseca e fala sobre preço da fama

Apresentadora afirmou que repudia ofensas à influenciadora, mas avaliou que figuras públicas precisam lidar com a exposição e o julgamento popular

Márcia Goldschmidt sorri no palco durante apresentação de programa ao vivo com plateia ao fundo no SBT
Márcia Goldschmidt comentou episódio envolvendo Virginia (foto: Reprodução/Internet)

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Márcia Goldschmidt comentou os xingamentos direcionados a Virginia Fonseca durante o amistoso entre Brasil e Panamá no Maracanã. A apresentadora afirmou que repudia as ofensas dirigidas à influenciadora, mas avaliou que a exposição pública faz parte das consequências da fama. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela também questionou a ideia de que a empresária teria passado pelo episódio sem qualquer abalo emocional.

Segundo Márcia Goldschmidt, não é possível que alguém permaneça completamente indiferente diante de manifestações hostis vindas de milhares de pessoas. A comunicadora argumentou que a repercussão negativa inevitavelmente produz efeitos emocionais, mesmo quando figuras públicas tentam demonstrar tranquilidade diante das críticas recebidas em ambientes de grande visibilidade.

“É claro que eu repudio completamente o que fizeram com a Virginia no estádio, obviamente que sim. Mas eu não compro essa história de que ela não se abalou. Eu prefiro não comprar, porque é claro que abalou”, declarou a apresentadora. Em seguida, ela relacionou o episódio à condição de celebridade.

Para Márcia Goldschmidt, o reconhecimento público traz vantagens, mas também expõe artistas e influenciadores a julgamentos constantes. A apresentadora destacou que a mesma audiência capaz de impulsionar carreiras pode se voltar contra personalidades em determinadas situações.

“Quando uma pessoa vira alvo de milhares de vozes gritando o seu nome e mandando pra aquele lugar, não existe um ser humano que saia completamente indiferente, imune. Mas tem uma coisa que precisa ser dita: a fama é um trono e tudo na vida tem bônus, mas tem ônus”, afirmou.

Ao aprofundar sua análise, a ex-contratada da Band observou que o problema não está apenas nas vaias ou críticas. Segundo ela, a forma como determinadas situações despertam indignação seletiva também merece reflexão. “Os mesmos milhões que te elevam, no dia seguinte te julgam em praça pública”, disse. “O que me incomoda não é a vaia, é a seletividade da indignação”, acrescentou.

Márcia Goldschmidt também aproveitou a repercussão do caso para defender maior atenção a mulheres que enfrentam situações difíceis fora dos holofotes. “Eu também gostaria de ver a Virginia usando a força que tem pra apoiar as mulheres que são humilhadas todos os dias nas mais diversas situações”, declarou. “Mulheres que são ridicularizadas, mulheres que são agredidas, mulheres que choram escondido porque não têm como fazer desengajamento pra milhões de seguidores. Mulheres que perdem a vida todos os dias”, continuou.

Ao concluir o posicionamento, Márcia Goldschmidt reforçou que ninguém deve ser submetido a humilhações públicas. “Então, sim, claro que eu repudio o que fizeram com ela, nada justifica isso. Você pode não gostar, você pode não concordar, você pode isso, você não pode aquilo. Humilhar, desrespeitar, não. Também não acredito que não abalou. Empatia não pode ser privilégio de celebridade”, finalizou.

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