ETARISMO?

Astrid Fontenelle levanta hipótese para fim de contrato e expõe bastidores da TV

Apresentadora afirmou que não recebeu justificativa clara para o fim do contrato e levantou hipótese de etarismo no processo

Mulher de cabelos longos grisalhos encara a câmera com expressão firme usando blusa preta sem mangas em ambiente residencial com decoração desfocada ao fundo
Astrid Fontenelle deixou a Globo após 18 anos de contrato (foto: Reprodução/Internet)

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Astrid Fontenelle afirmou que nunca recebeu uma explicação clara para sua saída do GNT, ocorrida em 2023 após 18 anos de vínculo com o canal da Globo. A apresentadora abordou o tema durante participação no programa Desculpa Alguma Coisa, do UOL, comandado por Tati Bernardi. Segundo ela, o encerramento da parceria aconteceu mesmo com programas que apresentavam resultados considerados positivos pela emissora.

Ao longo de sua trajetória no canal, Astrid Fontenelle comandou atrações como Saia Justa, em que permaneceu por 11 anos, além de Chegadas e Partidas e Admiráveis Conselheiras. Apesar da longa permanência na casa, a comunicadora disse que não recebeu uma justificativa definitiva para a decisão tomada pela empresa durante o processo de renovação contratual.

“Não faço a menor ideia [do que aconteceu]. Ninguém fala, ninguém dá a real. (…) No Chegadas e Partidas, a desculpa foi que venceu o contrato. Eu não sei o que foi”, afirmou. Durante a entrevista, a apresentadora relatou que recebeu relatórios com dados de audiência segmentados por regiões e perfis de público.

Ela, porém, demonstrou estranhamento em relação aos critérios utilizados para avaliar o desempenho das atrações exibidas pelo canal pago. Segundo Astrid, algumas justificativas apresentadas não pareciam compatíveis com a identidade editorial historicamente associada ao GNT. “Nós fomos bem em São Paulo, mas não fomos bem em Goiânia. Nossa, oi, né? Nós fomos bem no feminino, mas não fomos bem no masculino”, relembrou.

Questionada por Tati Bernardi sobre a hipótese de etarismo, Astrid Fontenelle afirmou que considera essa possibilidade. Ao mesmo tempo, ressaltou que seus posicionamentos públicos sobre temas sociais também podem ter influenciado a percepção de parte do mercado. “Pode ter rolado [um etarismo]. Eu sou uma pessoa que se posiciona e não vou deixar de me posicionar enquanto houver desigualdades, indiferenças, ameaças de fascismo, racismo. Eu tenho um filho preto e não posso não me posicionar”, declarou.

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