Andressa Urach iniciou uma nova etapa na carreira musical com o lançamento do EP Madame Satã. No projeto, assinado pela personagem MC Imola, a influenciadora apresenta três músicas autorais e troca o funk por uma proposta pop. As canções abordam temas ligados à fé, culpa, religião, liberdade e identidade a partir das experiências vividas por ela ao longo dos últimos anos.
Segundo Andressa Urach, o trabalho representa um acerto de contas com a imagem de santidade que tentou sustentar durante parte da vida. A influenciadora afirmou que o projeto nasceu da necessidade de assumir quem realmente é. “Durante muito tempo eu tentei caber em um lugar que não era meu. Tentei ser aceita, tentei viver para agradar pessoas que continuavam me julgando e, mesmo assim, me senti usada e explorada. Eu perdi mais dinheiro tentando ser santa do que assumindo quem eu sou”.
Andressa Urach transforma experiências em músicas
As três faixas do EP apresentam momentos diferentes dessa mudança pessoal. Expulsa do Céu usa referências religiosas para tratar de culpa, desobediência e liberdade. Cigana de Fé aproxima a música da espiritualidade e da força feminina. Já Bruxa apresenta uma personagem que rejeita o peso dos julgamentos.
“Eu quis fazer um projeto pop, mas sem deixar de provocar. Essas músicas falam de mim, da minha fé, das minhas quedas, dos meus julgamentos e de tudo o que tentaram transformar em vergonha. Se me chamam de pecadora, de bruxa, de expulsa, eu pego essas palavras e faço delas a minha força”, relatou.
Para Andressa Urach, Madame Satã também representa uma transformação da própria MC Imola. A artista afirmou que pretende usar o pop para tratar de sentimentos e conflitos mais profundos do que fazia anteriormente. Assim, a proposta amplia o espaço para reflexões sobre culpa, dor, liberdade e a construção da própria identidade.
Ao comentar a nova fase, Andressa Urach afirmou que não pretende voltar à imagem que mantinha no passado para buscar aprovação. “A Imola nasceu da liberdade, mas agora ela também canta sobre culpa, fé, raiva, dor e identidade. Eu não quero mais voltar para uma versão minha que vivia com medo do julgamento dos outros. Prefiro ser chamada de exagerada, errada ou polêmica do que voltar a me anular para caber em uma imagem que nunca foi minha”, concluiu.


