A eliminação da seleção brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 motivou novas críticas de Craque Neto à CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Durante o Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o apresentador afirmou que dirigentes já tentaram pressionar a Band para retirá-lo do ar por causa de suas opiniões sobre o comando do futebol nacional.
Ao comentar a sequência de mudanças na presidência da entidade, Craque Neto citou antigos dirigentes envolvidos em escândalos e afirmou que mantém suas críticas independentemente das consequências. “Ricardo Teixeira, se sair do país tá preso. Rogério Caboclo foi destituído do cargo por acusação, e eu falo, eu sou um dos únicos caras que fala isso na Band, na Band inteira. Eu falo o que eu quero, a hora que eu quero e quando eu quiser”.
Craque Neto relata tentativas de pressão
Na sequência, o ex-jogador afirmou que suas declarações já provocaram reações de pessoas influentes ligadas ao futebol brasileiro para sua demissão. “Eu já tive já problemas de senador, de treinador e de presidente CBF querer me mandar embora da Band. Eu já tive cinco Copas do Mundo, com as pessoas querendo me mandar embora da Band, fizeram campanha. Não conseguiram mandar e não vão conseguir mandar embora”.
O comentarista também criticou a instabilidade administrativa da CBF ao recordar mudanças recentes no comando da entidade máxima do futebol brasileiro. “A gente teve o Ednaldo Rodrigues, que há seis meses atrás, foi destituído do cargo. Ele conseguiu uma canetada do Gilmar Mendes, voltou, depois saiu. A gente colocou um presidente aqui ninguém sabia quem era. E que antes do jogo aconteceu tudo que aconteceu aí”.
Na opinião de Craque Neto, a queda de desempenho da seleção brasileira não pode ser atribuída apenas aos atletas. Segundo ele, o cenário atual é resultado de problemas acumulados ao longo de muitos anos na administração do futebol. “Não são os atacantes. Não é porque a gente não tem bons jogadores. Isso já vem há mais de 20 anos”.
Na parte final da análise, o apresentador relembrou outros nomes que passaram pela presidência da CBF e voltou a criticar decisões relacionadas ao planejamento da seleção. “O José Maria Marin, que morreu, foi preso. O Marco Polo Del Nero perdeu. A gente foi para uma Copa do Mundo que, depois do Japão, a gente liberou dois dias. Os caras foram para o boate. Ô, gente, os caras não treinaram.”


