PORTO ALEGRE

Repórter denuncia importunação sexual em ônibus e faz apelo por mais segurança

Giovanna Centeno afirmou que registrou boletim de ocorrência após o caso e defendeu mudanças nos sistemas de monitoramento dos coletivos

Giovanna Centeno participa por vídeo do Ronda Popular enquanto apresentador comenta o caso no estúdio
Repórter denunciou importunação sexual em um ônibus (foto: Reprodução/Internet)

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A repórter Giovanna Centeno, do Porto Alegre 24 Horas, relatou ter sido vítima de importunação sexual dentro de um ônibus em Porto Alegre. O caso foi comentado por ela durante o programa Ronda Popular e, posteriormente, detalhado em entrevista ao portal Coletiva.net. A jornalista também defendeu a ampliação do sistema de monitoramento nos coletivos da capital gaúcha.

“Se os nossos relatos e a nossa união valem de alguma coisa, é extremamente importante que isso gere mudanças. Sabemos que existem protocolos, mas eles precisam sair do papel e ser colocados em prática. Existe uma necessidade urgente de ter mais câmeras dentro dos ônibus, no fundo, na frente, nas portas. Isso precisa ser obrigatório”, afirmou.

Segundo Giovanna Centeno, o caso ocorreu no início da tarde, quando ela embarcou no terminal da linha Cefer. A jornalista contou que um homem entrou algumas paradas depois e decidiu sentar ao seu lado, apesar de haver outros assentos disponíveis. Ela afirmou que, inicialmente, acreditou se tratar apenas de uma situação desconfortável, mas percebeu que o passageiro mantinha as pernas abertas, pressionando-a contra a janela.

Ao iniciar uma chamada de vídeo com uma colega de trabalho, notou que o homem havia colocado uma das mãos sob seu corpo. “Aquilo que eu sentia pressionando em mim era a mão dele, que estava no meu banco, e era como se eu estivesse sentada em cima da mão dele”, relatou. Após perceber a situação, Giovanna levantou-se, gritou e acusou o homem de importunação sexual.

Conforme seu relato, o suspeito respondeu apenas: “Calma, moça, eu já vou descer”, antes de deixar o coletivo na parada seguinte. Depois do episódio, a repórter procurou o motorista para perguntar sobre a existência de câmeras de segurança no veículo. Em seguida, registrou um boletim de ocorrência e solicitou as imagens do sistema de monitoramento da empresa responsável pelo transporte.

A jornalista do programa Ronda Popular também afirmou que ficou abalada com a falta de reação dos demais passageiros durante o episódio. “Embora eu estivesse em um ônibus com 40 pessoas, me chocou muito o fato de ninguém ajudar. Ninguém levantou”, declarou.

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