A influenciadora Mel Breia, de 24 anos, publicou um vídeo no TikTok em que usa pitaya como maquiagem para questionar o consumo de produtos de beleza promovidos nas redes sociais. Eleita pela Playboy Nova Zelândia como um dos rostos da “beleza sem filtros”, ela afirma gastar menos de R$ 100 por mês com maquiagem e defende escolhas mais acessíveis.
A ideia surgiu depois que Mel Breia observou a quantidade de lançamentos e coleções apresentadas por grandes influenciadoras de beleza como itens indispensáveis. Em resposta a esse cenário, ela decidiu utilizar uma pitaya comprada no mercado para criar diferentes pontos de cor no rosto e mostrar uma alternativa simples para compor a maquiagem.
Mel Breia critica consumo no mercado de beleza
No vídeo, a influenciadora corta a fruta e aplica a polpa rosada diretamente nos lábios, nas bochechas e na região dos olhos. A pigmentação intensa produz um efeito semelhante ao de batom, blush e tint, com acabamento leve e aparência natural. A publicação chamou atenção justamente por substituir cosméticos tradicionais por um alimento.
“Eu quis mostrar que uma make bonita não precisa depender de produtos caros ou de uma nécessaire cheia. Às vezes, uma fruta já entrega cor, frescor e um resultado muito mais natural do que muita maquiagem cara”, afirma Mel Breia.
A influenciadora também explica que já fez experiências com outras frutas por causa das diferentes tonalidades naturais. “A pitaya tem uma cor muito forte, então dá para brincar com o pigmento de diferentes formas. Já testei outras frutas também, porque cada uma entrega uma tonalidade diferente. A ideia não é substituir toda a maquiagem, mas mostrar que a beleza também pode ser simples, criativa e acessível”, diz.
Para Mel Breia, o vídeo também funciona como uma crítica ao mercado impulsionado por influenciadoras que lançam marcas próprias e divulgam novos produtos de forma constante. “Tem influenciadora ganhando milhões para fazer mulheres comprarem produtos que elas nem precisam. Isso também é tóxico, porque transforma beleza em cobrança, consumo e comparação. Eu não quero vender uma imagem impossível. Quero mostrar que dá para se sentir bonita sem depender de uma maquiagem caríssima”, conclui.


