Fábio Porchat relembrou um dos momentos mais delicados da história do Porta dos Fundos durante participação no Conversa com Bial. Ao lado de Gregório Duvivier e João Vicente de Castro, o humorista comentou as ameaças de morte recebidas após a publicação de uma esquete que satirizava a milícia e a polícia do Rio de Janeiro e detalhou os impactos do episódio na rotina do grupo.
Na entrevista, Fábio Porchat afirmou que ficou impressionado com a reação provocada pela produção humorística e destacou o alcance da comédia. “E, falando brincando, o que é louco. Olha como a comédia é tão potente e forte! A gente faz uma piada e a pessoa fica tão mexida com isso que ela joga bomba e ameaça de morte”, declarou.
João Vicente de Castro também compartilhou uma situação vivida após a repercussão da esquete. Segundo o ator, ele foi abordado por um policial quando estava acompanhado de Ian Raul Samarão Brandão Fernandes, um dos fundadores do Porta dos Fundos, e do humorista Gabriel Carbonelli do Couto, conhecido como Totoro.
“O policial me parou, olhou o carro e pediu minha mochila. Encurtando a história, ele ficou ali duas horas comigo e, no final, falou: ‘Se eu fosse da velha guarda, você não sairia daqui hoje’”, relembrou. Gregório Duvivier contou que a repercussão do caso alterou sua rotina familiar. Pai de duas meninas, o humorista afirmou que precisou andar acompanhado por um segurança durante cerca de três meses. “Imagina isso, eu indo brincar com a minha filha, de 2 anos de idade, na pracinha e com um segurança ao lado. Foi uma época muito tensa!”, afirmou.


