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Lorena Comparato fez terapia para interpretar Elize Matsunaga

Atriz contou que teve acompanhamento psicológico e psiquiátrico para construir a personagem inspirada na mulher condenada pelo assassinato de Marcos Matsunaga

Elize Matsunaga com casaco listrado e colar de chave em cena da série documental sobre o caso criminal
Lorena Comparato fez terapia para criar a personagem (foto: Reprodução/Internet)

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Lorena Comparato revelou que recorreu à terapia para interpretar Elize Matsunaga em Elize: Sombras de Uma Mulher, filme da Netflix inspirado na história da ex-garota de programa condenada pelo assassinato de Marcos Matsunaga. Em entrevista à revista Quem, a atriz contou que realizou um processo de preparação pessoal e outro voltado exclusivamente para compreender a construção da personagem.

Além da terapia, Lorena Comparato afirmou que teve acompanhamento da psiquiatra Cecília Gross para entender diferentes aspectos da protagonista. O filme apresenta um recorte da vida de Elize anterior ao crime de 2012, em roteiro assinado por Raphael Montes e Mariana Torres.

“Durante todos esses anos de carreira, separei muito os personagens de mim. Ao mesmo tempo, empresto muito de mim para as minhas personagens e aprendo com elas. Mas a separação para mim é muito saudável. Fiz um processo de terapia para mim, com acompanhamento da psiquiatra Cecília Gross, e outro para a Elize”, afirmou.

A atriz explicou que buscou compreender quem era Elize antes dos acontecimentos que ganharam repercussão nacional. “A construção era baseada em ‘Quem é essa mulher?’ nessas várias fases da história. Era muito importante para mim mostrar de onde ela veio, sua família, essas relações com essas pessoas…”

Ela também destacou a preocupação em equilibrar fidelidade aos registros conhecidos com a proposta ficcional da produção. “Ao mesmo tempo, existia uma preocupação em como a gente conseguiria se aproximar das fotos e dos vídeos que existem, distanciando-se também, já que é uma história baseada em fatos reais, mas com um recorte inédito do ponto de vista desta mulher que tem muitas sombras”, relatou.

Para compor a personagem, Lorena Comparato estudou laudos do processo, registros públicos e o documentário da própria Netflix sobre o caso. Segundo a atriz, o trabalho de caracterização também exigiu atenção aos detalhes. “Foi um trabalho muito denso e desafiador como atriz. Acessei muitos materiais que o público já conhece, laudos do processo e o próprio documentário da Netflix, que foi um norte para mim. Mas, ao mesmo tempo, sabendo que a minha Elize era uma personagem anterior a essa que as pessoas conheciam também”, disse.

“Tive um amparo incrível de muitas equipes para fazer esse trabalho minucioso. Levamos dias para fazer o cabelo ficar o mais próximo do que a gente imaginava que era. A caracterização era complexa porque tinha muitas idas e vindas entre passado e futuro. O figurino também foi fantástico. Tudo isso, com a direção do Felipe Vellas, que fez com que a gente conseguisse contar uma história ficcional que bota temas para a sociedade refletir e pensar em como a gente pode melhorar”, contou.

Ao falar sobre a história retratada na produção, Lorena Comparato afirmou que o contexto da personagem ajuda a compreender os acontecimentos, sem diminuir a gravidade do crime. “Tudo na vida é questão de contexto. Ela é uma mulher que sofreu abuso na adolescência, não teve amparo ao sair de casa, foi para a prostituição, acreditou que estava se casando com o homem da vida dela e cometeu um crime bárbaro. A questão do contexto também se refere a esse crime ter ocorrido em 2012. Estamos em 2026. Nos últimos anos, a gente tem refletido muito como sociedade”, pontuou.

A atriz também comentou a repercussão do caso e o interesse do público pela produção. “Eu prefiro contar essa história e deixar que o público decida o que acha. A gente conta essa história de um lugar de muito respeito. É um crime bárbaro”, disse. Por fim, Lorena Comparato afirmou considerar preocupante a existência de admiradores da condenada e defendeu o diálogo como ferramenta de transformação social. “Eu acho muito perigoso as pessoas serem fãs de uma assassina. É muito complexo”, contou.

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