POLÊMICA

Narrador diz que foi demitido após dar voz a torcedor que acusou presidente da Chapecoense

Ivan Carlos Agnoletto relatou desligamento da Rádio Condá FM depois de transmitir acusações contra Alex Passos, que confirmou desentendimento com um torcedor

Ivan Carlos posa diante de camisas autografadas da Chapecoense em ambiente com decoração dedicada ao clube
Narrador afirmou que foi desligado da Rádio Condá FM (foto: Reprodução/Internet)

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O narrador Ivan Carlos Agnoletto afirmou que foi desligado da Rádio Condá FM após a transmissão da derrota da Chapecoense por 4 a 0 para o Flamengo, na quarta-feira (22), na Arena Condá, em Chapecó. O episódio ocorreu depois de um torcedor acusar o presidente do clube, Alex Passos, de agressão durante a cobertura ao vivo da partida.

Segundo o torcedor Henrique Batistello, a confusão começou após críticas dirigidas à diretoria da Chapecoense. Em participação na transmissão da emissora, ele relatou que teria sido agredido pelo dirigente. “Eu falei que a diretoria não prestava. Ele veio e me deu um soco. Eu só não revidei porque me seguraram”, declarou Henrique Batistello ao vivo durante a programação da Rádio Condá FM.

Pouco depois, Alex Passos confirmou que houve um desentendimento, mas afirmou que reagiu após ser ofendido pelo torcedor. “As pessoas não têm o direito de ofender ninguém, ainda mais quando você está se arrebentando para tentar fazer o melhor. Ele que vá ofender a família dele, não as pessoas que estão aqui trabalhando. Foi muito menos do que ele merecia”, afirmou o presidente da Chapecoense.

Na quinta-feira (23), Ivan Carlos Agnoletto publicou um vídeo nas redes sociais informando que havia sido desligado da Rádio Condá FM. Segundo o narrador, a decisão ocorreu após ele permitir que o torcedor relatasse o episódio durante a transmissão diretamente da cabine instalada na Arena Condá.

“Transmito o jogo, a Chapecoense perde por 4 a 0, o presidente dá um soco no torcedor e eu ganho as contas. Fazer o quê? Mas eu estou feliz, porque eu sempre preguei que o homem não passa fome quando perde o emprego. Ele passa fome quando perde a dignidade”, declarou.

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