Isadora Cruz se despediu da protagonista Rosa, de Guerreiros do Sol, no Globoplay, destacando a importância da personagem para sua trajetória e para a representatividade feminina nas novelas. A atriz afirmou que a produção foi um verdadeiro “épico brasileiro”, ao narrar a história do cangaço sob um olhar poético e centrado nas vivências das mulheres da década de 1920.
Rosa foi apresentada ao público como uma mulher que enfrentava os padrões da época em busca de autonomia e liberdade. “Maria Bonita foi um mito. Mas ela, na verdade, nunca deu um tiro. A Rosa foi mais baseada na cangaceira Dadá, que realmente ia para frente de guerra e lutava”, explicou Isadora Cruz para a CNN Brasil. Segundo ela, a personagem representa uma reinterpretação moderna de um período marcado por violência e opressão.
Apesar do pano de fundo histórico, a trama escrita por George Moura e Sergio Goldenberg abordou temas atuais, como sororidade, empoderamento e liberdade de escolha. “Embora a Rosa tenha se apaixonado, ela escolheu a sua jornada como mulher e não abriu mão daquilo que, para ela, estava em primeiro lugar”, afirmou a atriz.
Uma mocinha que quebra estereótipos
Para Isadora Cruz, o maior valor da personagem foi sua maturidade e discernimento em momentos decisivos. “Eu acho importante dar destaque a uma história que se passava em 1920, que mostrava uma mulher com tanta maturidade para escolher se casar com um coronel, 50 anos mais velho do que ela, e saber que ela tinha essa sabedoria de entender que se fugisse para viver o grande romance, iria passar a vida com medo, em perigo”, declarou.
A atriz acredita que Guerreiros do Sol marca uma virada na forma como as protagonistas femininas são retratadas nas novelas. “A gente está precisando de histórias de mulheres fortes, que buscam e lutam pela liberdade, independência e voz. Foi uma honra fazer parte dessa história e poder honrar minhas raízes do Nordeste, da Paraíba, da minha ancestralidade”, concluiu.


