MAIS UM CAPÍTULO

Redes de cinema dos EUA tentam impedir fusão entre Netflix e Warner Bros.

Exibidores alegam que aquisição trará prejuízos irreversíveis ao setor e alertam para concentração de mercado nas mãos do streaming

Torre de água branca exibe o logotipo azul e amarelo da Warner Bros em destaque no centro. À esquerda da estrutura há uma escada metálica vertical, e ao fundo aparece uma paisagem de colinas cobertas por vegetação.
Cinemas dos EUA querem barrar fusão entre Netflix e Warner Bros. (foto: Reprodução/Internet)

Compartilhe:

A tentativa da Netflix de adquirir a Warner Bros. enfrentou nova resistência. Redes de cinema dos Estados Unidos pediram formalmente ao Congresso que bloqueie a fusão entre as duas empresas. A manifestação foi feita pela Cinema United, maior entidade comercial de exibidores do país, em carta enviada ao Subcomitê Judiciário da Câmara responsável por temas antitruste.

“Estamos profundamente preocupados com o fato de que essa aquisição da Warner Bros. pela Netflix terá um impacto negativo direto e irreversível nos cinemas de todo o mundo”, declarou a entidade. O grupo é liderado por Michael O’Leary e alega que o acordo representaria concentração excessiva da produção e distribuição audiovisual em uma única plataforma de streaming dominante.

Apesar da pressão do setor de exibição, a Warner Bros. Discovery reafirmou nesta quarta-feira (7) que mantém apoio à proposta da Netflix. O conselho de administração da empresa rejeitou, de forma unânime, uma nova oferta feita pela Paramount Skydance no valor de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões), considerando que os termos são menos vantajosos do que os já firmados com a gigante do streaming.

A proposta da Paramount Skydance, enviada em 22 de dezembro de 2025, foi classificada como inferior ao acordo de US$ 72 bilhões (aproximadamente R$ 382 bilhões) feito entre Netflix e Warner Bros. no início do mesmo mês. Em comunicado, o presidente do conselho da Warner, Samuel A. Di Piazza Jr., destacou que a nova investida envolve riscos elevados, principalmente por depender de financiamento majoritariamente baseado em dívidas.

Compartilhe:

O TV Pop utiliza cookies para melhorar a sua experiência.