Rafinha Bastos protagonizou o maior AMA (Ask Me Anything) já realizado no Reddit Brasil. O humorista respondeu a dezenas de perguntas de fãs e internautas, compartilhando bastidores de sua carreira internacional e os impactos de viver fora do país desde 2018. Com apresentações frequentes nos principais clubes de comédia dos Estados Unidos, Rafinha consolidou seu nome no circuito de stand-up norte-americano.
“Um comediante ruim no Brasil ganha melhor que nos EUA, tem mais oportunidade e sobe mais no palco. De verdade. Lá é duro. Difícil começar. Muita gente querendo”, afirmou em uma das respostas. Rafinha também citou o receio com a instabilidade política e as leis de imigração nos Estados Unidos. “Tenho receio de levar um pé na imigração e ter que interromper essa jornada. Hoje isso pode acontecer com qualquer um”, pontuou.
Durante a conversa, o humorista explicou que pouco adaptou o conteúdo criado no Brasil para o público norte-americano. “95% do que faço nos EUA eu criei lá. Não traduzi muito o que fiz no Brasil porque eu mudei. Cresci. Evoluí. Amadureci”, disse. Segundo ele, a mudança de cultura e de idioma exigiu uma reinvenção pessoal e artística.
Considerado o comediante brasileiro de maior projeção internacional, Rafinha Bastos se apresenta em casas de prestígio como Comedy Cellar, New York Comedy Club, Caroline’s on Broadway, Laugh Factory e Hollywood Improv. No fim de 2025, foi o único estrangeiro listado pela Deadline entre os 20 comediantes para ficar de olho em 2026. Em fevereiro, será headliner no Just for Laughs, o maior festival de comédia do mundo.
Durante o AMA, Rafinha Bastos comentou também o recente retorno ao Brasil para uma série de shows. Ele disse ter sentido um certo “choque cultural” com a nova cena do stand-up nacional. “Vim pra São Paulo fazer shows e me senti meio perdido. O stand-up aqui criou uma personalidade própria. Isso é muito bacana, mas eu preciso de tempo pra entender onde me encaixo”, relatou.


