Amanda Seyfried afirmou que não precisa de um Oscar para validar sua trajetória como atriz. Em entrevista ao The New Yorker, a artista refletiu sobre suas escolhas profissionais e o valor que dá à longevidade na carreira, minimizando a importância de ganhar a estatueta mais prestigiada do cinema. “Você se lembra quem ganhou nos últimos dez anos? Não é a vitória que importa. É a indicação”, disse.
Cotada para concorrer como Melhor Atriz por O Testamento de Ann Lee, Amanda Seyfried explicou que ser lembrada pela Academia impulsiona um artista, mas não é essencial para sua trajetória. “Eu preciso de uma indicação daqui uma ou duas semanas? Não, claro que não. Seria ótimo? Claro. Mas não é necessário”, afirmou. O longa é um musical baseado na história real da fundadora de uma seita religiosa inglesa do século XVIII.
Com mais de duas décadas de carreira, a atriz construiu uma trajetória sólida em produções de grande sucesso comercial como Mamma Mia (2008), Os Miseráveis (2012) e Querido John (2010), além de projetos autorais. “A longevidade na carreira de um ator é planejada. Longevidade tem a ver com escolhas deliberadas para fazer arte em meio aos grandes projetos comerciais que são divertidos e pagam bem”, declarou.
Amanda Seyfried também destacou a importância de transitar entre diferentes gêneros e formatos. Ela comparou suas experiências recentes no sucesso de bilheteria A Empregada (2025) e no projeto mais complexo O Testamento de Ann Lee (2025). “Finalmente consegui unir os dois em meu coração e em minha mente e percebi que é isso que quero para o resto da minha carreira. Quero transitar entre gêneros o máximo que puder, alternando entre filmes independentes e produções de estúdio”, explicou.
A atriz pontuou que o reconhecimento do público e a consistência em suas escolhas são mais importantes do que prêmios. “Todos nós temos altos e baixos em nossas carreiras, e a forma como somos percebidos pode mudar de um dia para o outro, mas sou consistente em minhas escolhas, valores e necessidades. Cheguei até aqui sem um Oscar. Por que precisaria de um agora?”, concluiu.


