O Tribunal Superior da Espanha decidiu arquivar a investigação preliminar contra o cantor Julio Iglesias por entender que não tem jurisdição sobre os supostos crimes relatados. O caso havia sido iniciado no dia 5 de janeiro após denúncia apresentada pela organização Women’s Link Worldwide, em nome de duas mulheres que teriam trabalhado nas residências do artista no Caribe.
Segundo os promotores, os supostos crimes (que incluíam agressão sexual e violações trabalhistas) teriam ocorrido fora do território espanhol, especificamente na República Dominicana e nas Bahamas, onde Julio Iglesias mantém propriedades. Além disso, as supostas vítimas não são espanholas nem residem na Espanha.
O Ministério Público fundamentou a decisão com base em jurisprudência da Suprema Corte do país, que limita a aplicação da chamada jurisdição universal, princípio que permite julgar crimes graves cometidos fora do território nacional. Com isso, a promotoria informou que o processo poderá ser reaberto em outras jurisdições, como a dominicana ou a bahamense.
As denúncias foram baseadas em uma apuração conjunta da Univision e do jornal espanhol elDiario.es. As duas mulheres alegaram ter trabalhado por 10 meses, em 2021, em condições degradantes nas residências caribenhas do cantor. Em comunicado publicado em suas redes sociais, o artista classificou as denúncias como “absolutamente falsas” e afirmou que nunca desrespeitou ou coagiu qualquer mulher.
“Com profunda tristeza, respondo às acusações feitas por duas pessoas que anteriormente trabalharam em minha casa. Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e me causam grande tristeza”, disse.


